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Governo Lula desmente fake news sobre corte de R$ 6 bilhões em Saúde e Educação

30 de outubro de 2026

Destaques

  • •Publicações em redes sociais alegam corte de R$ 6 bilhões em Saúde e Educação após eleições de 2026.
  • •Ministério do Planejamento e Orçamento desmente a informação, classificando-a como #FAKE.
  • •O vídeo utilizado nas publicações é de julho de 2024 e trata de cortes orçamentários anteriores.

Publicações que circulam nas redes sociais, especialmente no X e Instagram, alegam que o governo Lula anunciou um corte de quase R$ 6 bilhões nas áreas de Saúde e Educação após a vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026. A informação foi desmentida pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, que classificou a notícia como #FAKE, afirmando que não houve nenhum anúncio de corte nessas áreas após a reeleição.

As postagens falsas utilizam um vídeo que, segundo a checagem do Fato ou Fake, é um conteúdo jornalístico publicado no canal da CNN Brasil no YouTube em 31 de julho de 2024. Na ocasião, uma repórter mencionava cortes em diversas pastas, incluindo Saúde e Educação, como parte de medidas para o cumprimento de metas fiscais. O vídeo original detalha que o Ministério da Saúde teria um impacto de R$ 4,4 bilhões, e o Ministério da Educação, de R$ 1,2 bilhão, somando valores diferentes dos R$ 6 bilhões citados nas fake news.

Origem do vídeo e contexto dos cortes

A pesquisa reversa de um frame do vídeo compartilhado nas redes sociais levou à publicação da CNN Brasil de 31 de julho de 2024. Na reportagem, a fala sobre cortes orçamentários se refere a um anúncio feito pelo Ministério da Fazenda na véspera, detalhando um corte de R$ 15 bilhões no orçamento público. O objetivo dessas medidas era o cumprimento das metas fiscais daquele ano.

Os cortes mencionados em julho de 2024 afetaram principalmente os Ministérios da Saúde (R$ 4,4 bilhões) e das Cidades (R$ 2,1 bilhões). Os Ministérios dos Transportes e da Educação também sofreram reduções, com R$ 1,5 bilhão e R$ 1,2 bilhão, respectivamente. Essas informações foram divulgadas antes do período eleitoral de 2026, contrariando a alegação das publicações falsas.

Pressão fiscal e dados recentes

A disseminação dessas fake news ocorre em um contexto de pressão para que o governo contenha a trajetória da dívida pública. Na quinta-feira (29), o Banco Central informou que as contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. A dívida pública, no mesmo mês, manteve-se em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o índice mais alto desde março de 2021.

O Ministério do Planejamento e Orçamento reiterou que as informações sobre os cortes de R$ 6 bilhões são improcedentes. O governo federal tem negado veementemente qualquer intenção de realizar contingenciamentos em áreas essenciais como Saúde e Educação após o período eleitoral.

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