Goldman Sachs otimista com o Real após eleições, reduz projeções de dólar

Destaques
- •Goldman Sachs revisa projeções de câmbio para o Real, prevendo dólar mais baixo.
- •O banco cortou a estimativa de dólar para R$ 4,70 em três meses.
- •O mercado agora aguarda a implementação de políticas fiscais após o resultado eleitoral.
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais animou o Goldman Sachs. O banco revisou para baixo suas projeções para a taxa de câmbio, adotando uma visão mais otimista para o real e abandonando a expectativa de dólar acima de R$ 5 no curto prazo.
A projeção para o dólar em três meses caiu de R$ 5,20 para R$ 4,70. Em seis meses, a estimativa foi de R$ 5,10 para R$ 4,75, e em 12 meses, de R$ 5,00 para R$ 4,80. A forte reação do câmbio no dia seguinte ao pleito, com o dólar batendo R$ 4,9540, foi vista como compatível com a mudança de expectativas para uma política econômica mais favorável ao mercado.
O desempenho de Flávio Bolsonaro, que superou as expectativas, foi citado como um fator chave. O banco reafirmou que a taxa de câmbio na faixa de R$ 4,50 a R$ 4,80 é plausível, diante de um resultado eleitoral percebido como favorável e propício a uma postura fiscal mais rigorosa.
Contudo, o banco alerta que, assim como em 2018, o foco do mercado pode rapidamente se voltar para a implementação efetiva das políticas. O real poderia se valorizar ainda mais caso os esforços de consolidação fiscal justifiquem um prêmio e o cenário externo seja favorável.


