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GM usa IA para reduzir tempo de desenvolvimento de veículos para dois anos

22 de outubro de 2026
GM usa IA para reduzir tempo de desenvolvimento de veículos para dois anos

Destaques

  • •A General Motors busca acelerar o desenvolvimento de novos carros, visando um ciclo de dois anos, impulsionada pela inteligência artificial.
  • •A montadora utiliza IA para otimizar a pesquisa de materiais para baterias e para consolidar a eletrônica dos veículos em um único computador central.
  • •A nova tecnologia de assistência ao motorista, que permite tirar os olhos da estrada em rodovias, está prevista para chegar em 2028, começando pelo Cadillac Escalade IQ.

A General Motors (GM) anunciou planos ambiciosos para reduzir pela metade o tempo de desenvolvimento de novos veículos, com o objetivo de concluir o processo em apenas dois anos. A montadora americana aposta no uso intensivo de inteligência artificial (IA) para competir com a agilidade de fabricantes chinesas, que têm demonstrado capacidade de lançar modelos em ciclos de desenvolvimento mais curtos.

A estratégia da GM visa não apenas acelerar o lançamento de novos carros, mas também aprimorar a qualidade e reduzir custos. Segundo Sterling Anderson, diretor de produtos da GM, a capacidade de realizar iterações mais rápidas resulta em produtos melhores, desenvolvidos com maior velocidade e menor custo. A empresa busca, com isso, acompanhar a pressão competitiva de fabricantes como BYD, Geely e Xiaomi, que têm conquistado mercado global com lançamentos frequentes e tecnologias avançadas.

IA impulsiona inovação em baterias e eletrônica

No desenvolvimento de baterias, a IA tem sido uma ferramenta crucial. Engenheiros da GM utilizaram a tecnologia para analisar cerca de 300 mil combinações de substâncias químicas e componentes. Esse processo, que tradicionalmente levaria anos, é significativamente acelerado pela IA, permitindo a descoberta de novas formulações para baterias mais baratas e eficientes. Este avanço é particularmente importante para a GM, que busca aumentar sua participação no mercado de veículos elétricos, onde atualmente detém menos de 10% das vendas nos EUA, atrás de players como a Tesla.

Além das baterias, a GM está reformulando a arquitetura eletrônica de seus veículos. A proposta é substituir os múltiplos processadores que controlam funções distintas (motor, chassi, assistência ao motorista) por um único computador centralizado. Essa consolidação promete reduzir a quantidade de componentes e fios, diminuindo custos e a vulnerabilidade a gargalos no fornecimento de chips, um problema que afetou a indústria durante a pandemia de Covid-19. A Tesla e fabricantes chinesas já adotam modelos semelhantes.

Novas tecnologias e desafios no mercado de elétricos

A nova arquitetura eletrônica centralizada servirá de base para sistemas de assistência ao motorista mais sofisticados. A GM planeja introduzir, até 2028, uma tecnologia que permitirá ao motorista tirar os olhos da estrada em rodovias com barreiras físicas. O SUV elétrico Cadillac Escalade IQ será o primeiro modelo a receber essa inovação, com planos de expansão para outros veículos da marca posteriormente.

Apesar dos avanços tecnológicos, a expansão dos veículos elétricos nos Estados Unidos enfrenta obstáculos. A GM, por exemplo, reduziu investimentos no segmento após o fim de créditos fiscais federais para compradores e a flexibilização das regras de economia de combustível. A presidente-executiva da companhia, Mary T. Barra, reconhece que os elétricos se tornarão dominantes com a queda de preços e o avanço tecnológico, e a GM busca se posicionar estrategicamente para essa transição.

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