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Gina Marques deixa presidência da EAF em meio a denúncias de gestão

23 de outubro de 2026
Gina Marques deixa presidência da EAF em meio a denúncias de gestão

Destaques

  • •Gina Marques renuncia à presidência da EAF, entidade gestora dos compromissos do 5G, após divergências e denúncias.
  • •A executiva teria apresentado informações financeiras inconsistentes à Anatel, gerando apuração pela agência reguladora.
  • •O mercado aguarda a definição de um novo nome para a presidência e a continuidade da fiscalização sobre a EAF.

Gina Marques pediu exoneração do cargo de presidente da Entidade Administradora da Faixa de 3.5 GHz (EAF), responsável pela execução dos compromissos pós-leilão do 5G. A saída, oficializada nesta segunda-feira (26 de outubro), ocorre em meio a questionamentos sobre a gestão da executiva e conflitos internos na entidade.

Fontes do mercado, ouvidas pelo portal Convergência Digital, indicam que o desligamento de Marques teria sido motivado por denúncias de irregularidades na gestão, que chegaram ao Conselho Deliberativo da EAF. Uma das principais apurações envolve inconsistências nas informações financeiras que a entidade encaminhou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Apuração da Anatel e inconsistências financeiras

A EAF teria apresentado dados incompletos ou inconsistentes em resposta a uma solicitação do GAISPI, grupo da Anatel responsável pelo acompanhamento e fiscalização das atividades da entidade. Essas inconsistências levaram a agência reguladora a iniciar uma apuração formal sobre as finanças da EAF. A situação se agravou a ponto de a saída de Gina Marques já estar acertada para esta segunda-feira, mas ela antecipou o pedido de exoneração, alegando iniciativa própria.

Em declaração ao portal Teletime, a executiva confirmou que sua saída é por iniciativa própria, após discussões sobre o funcionamento da entidade e o atual momento político. Ela também mencionou divergências sobre o funcionamento da EAF.

Conflitos internos e tentativas de ampliação da estrutura

O desgaste na gestão de Gina Marques também se manifestou em conflitos com diretores e gerentes da EAF. Relatos indicam que esses profissionais alertaram sobre riscos institucionais e divergiram de decisões administrativas, citando preocupações com o cumprimento das regras de governança da entidade. Segundo as fontes, os questionamentos teriam sido seguidos de ameaças, interferências nas atribuições das áreas e tentativas de desautorizar gestores.

Um episódio específico que contribuiu para o descontentamento foi a tentativa de Gina Marques de ampliar a estrutura administrativa da EAF, propondo a criação de mais um cargo de alto escalão. Essa proposta foi barrada pelo Conselho Deliberativo, especialmente considerando que as obrigações da EAF previstas no edital do 5G preveem uma redução gradual de suas atividades.

Próximos passos e o futuro da EAF

A saída de Gina Marques abre um novo capítulo na gestão da EAF, que tem um papel crucial na garantia do cumprimento dos compromissos assumidos pelas empresas vencedoras do leilão do 5G. O mercado agora aguarda a definição de um novo nome para a presidência da entidade e a continuidade das fiscalizações por parte da Anatel.

A EAF foi criada para gerir a faixa de 3.5 GHz, liberada para o 5G, e garantir que as obrigações de cobertura e investimento assumidas pelas empresas sejam cumpridas. A entidade é financiada pelas próprias operadoras de telecomunicações.

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