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Fundos imobiliários disparam quase 5,5% em rali eleitoral

23 de outubro de 2026
Fundos imobiliários disparam quase 5,5% em rali eleitoral

Destaques

  • •Fundos imobiliários (FIIs) registraram alta média de 5,5% entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial.
  • •A valorização foi impulsionada pelo otimismo do mercado financeiro com o resultado parcial da eleição, que levou à queda dos juros futuros.
  • •Apesar da alta, muitos FIIs ainda negociam com desconto em relação ao seu valor patrimonial, indicando potenciais oportunidades de investimento.

Os fundos imobiliários (FIIs) registraram uma performance expressiva no mercado financeiro, acumulando ganhos médios de quase 5,5% no período entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial. Em alguns casos, a valorização individual chegou a 22%, em um movimento de euforia conhecido como rali eleitoral. Os dados são de um levantamento do InfoMoney com informações da Economatica, que analisou o desempenho dos FIIs do IFIX, índice dos fundos mais negociados na Bolsa, entre os dias 2 e 21 de outubro.

A análise abrangeu 97 carteiras que compõem o IFIX. Apenas quatro fundos apresentaram desempenho negativo após o primeiro turno da eleição, realizado em 5 de outubro. São eles: Kinea Securities (KNSC11) com -0,22%, Kinea Unique HY CDI (KNUQ11) com -0,73%, Riza Arctium (RZAT11) com -1,25% e Riza Terrax (RZTR11) com -3,00%. Na ponta positiva, o TG Ativo Real (TGAR11) liderou os ganhos, com valorização superior a 22%, seguido por Valora Hedge Fund (VGHF11), VBI Prime Properties (PVBI11) e Valora Renda Imobiliária (VGRI11).

Otimismo com o resultado eleitoral e queda dos juros

A alta expressiva nos FIIs reflete a reação positiva do mercado financeiro ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial. A votação terminou com a vitória parcial de Flávio Bolsonaro (PL), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. Esse cenário gerou otimismo entre os investidores.

No dia seguinte ao primeiro turno, os juros futuros, que podem ser medidos pela rentabilidade dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, apresentaram uma queda significativa. Essa diminuição na rentabilidade dos títulos públicos, como o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2040, confirmou o sentimento de otimismo dos investidores.

Descontos e atratividade para investidores

Apesar do desempenho positivo recente, o levantamento indica que a cotação em Bolsa de grande parte dos fundos imobiliários ainda está abaixo do seu valor patrimonial, medido pelo indicador preço sobre valor patrimonial por cota (P/VPA). Quanto mais próximo de 1 estiver o P/VPA, mais a cotação se aproxima do valor intrínseco do fundo. Acima de 1, o fundo negocia com ágio; abaixo, com desconto.

O TGAR11, por exemplo, estaria sendo negociado com um desconto de 52% em relação ao seu valor patrimonial. Especialistas recomendam que investidores utilizem múltiplos indicadores para avaliar se um fundo com desconto representa uma oportunidade de investimento ou uma armadilha.

Para investidores focados em renda passiva, a métrica mais relevante é a diferença entre o dividend yield (taxa de retorno com dividendos) dos FIIs e o rendimento dos títulos públicos. A queda nas taxas dos papéis do Tesouro Direto aumentou essa diferença, tornando os fundos imobiliários mais atrativos para a geração de renda recorrente.

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