Fóssil de Nanotyrannus é vendido por US$ 47,3 milhões em leilão

Destaques
- •Esqueleto de Nanotyrannus, apelidado de "Jodi", foi arrematado por US$ 47,3 milhões em Nova York.
- •O valor superou em mais de 5 vezes a estimativa inicial da Sotheby's, tornando-o o segundo fóssil de dinossauro mais caro já vendido.
- •A venda levanta debates sobre o acesso de pesquisadores a fósseis raros e sua importância para a ciência.
Um raro esqueleto de Nanotyrannus, dinossauro similar a uma versão menor do T. rex, foi vendido por US$ 47,3 milhões (aproximadamente R$ 254,6 milhões) em um leilão da Sotheby's, em Nova York, nesta terça-feira (27).
O valor alcançado superou significativamente a estimativa da casa de leilões, que previa entre US$ 6 milhões e US$ 9 milhões. A disputa contou com seis interessados e durou cerca de 12 minutos, com a identidade do comprador mantida em sigilo.
Apelidado de "Jodi", o fóssil se tornou o segundo esqueleto de dinossauro mais caro já vendido em leilão, atrás apenas de um T. rex negociado por US$ 50,1 milhões em julho deste ano.
O que é o Nanotyrannus?
O Nanotyrannus viveu há aproximadamente 67 milhões de anos, no período Cretáceo. Ele possuía cerca de metade do comprimento de um T. rex adulto, medindo cerca de 6 metros de comprimento e 2,9 metros de altura. Apesar da semelhança, apresentava características distintas, como braços proporcionalmente mais longos, garras maiores e dentes mais finos e afiados.
Por décadas, cientistas debateram se o Nanotyrannus seria um gênero distinto ou apenas um T. rex jovem. Pesquisas recentes têm reforçado a ideia de que se trata de uma espécie separada.
Um exemplar raro e completo
"Jodi" é um dos três esqueletos relativamente completos de Nanotyrannus conhecidos. O exemplar preserva aproximadamente 70% do esqueleto, incluindo um crânio quase completo. O fóssil foi descoberto em 2019 em Montana, nos Estados Unidos, e recebeu o apelido em homenagem a Jodi Pierson, dona da propriedade onde foi encontrado.
Controvérsias na venda de fósseis
A venda de "Jodi" reacendeu críticas de paleontólogos sobre a comercialização de fósseis raros e cientificamente importantes. Especialistas alertam que a aquisição por colecionadores particulares pode restringir o acesso de pesquisadores e do público a esses exemplares.
A perda de acesso a fósseis como "Jodi" pode limitar novos estudos sobre a espécie e impedir sua exibição em museus e instituições científicas, prejudicando a disseminação do conhecimento paleontológico.


