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Força Nacional é enviada para Terra Indígena Ituna-Itatá por 180 dias

03 de novembro de 2026
Força Nacional é enviada para Terra Indígena Ituna-Itatá por 180 dias

Destaques

  • •Agentes atuarão em apoio à Funai na proteção de povos isolados.
  • •Medida visa conter invasões e garantir a ordem pública na região.
  • •Ação ocorre em conformidade com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania.

Agentes da Força Nacional de Segurança Pública atuarão na Terra Indígena Ituna-Itatá, no Pará, em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a permanência das equipes por 180 dias na região, por meio da Portaria 1.336/2026. A área, localizada entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio, é reservada para a proteção de povos indígenas isolados e possui um regime rígido de restrição de entrada.

Objetivo da Operação

O principal objetivo da missão é garantir a preservação da ordem pública e a proteção das pessoas e do patrimônio na área indígena. As ações da Força Nacional serão coordenadas com os órgãos de segurança pública do Pará e do governo federal, seguindo as diretrizes do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas).

Contexto de Invasões e Fiscalização

A Terra Indígena Ituna-Itatá tem sido alvo de ações de fiscalização e monitoramento devido à sua restrição de permanência. Em agosto, a área foi invadida por cerca de 200 pessoas, o que levou o Ministério Público Federal (MPF) a solicitar o envio de reforços policiais para a região. Relatórios de fiscalização da Funai indicaram uma escalada rápida de invasões ilegais, com arrombamento de porteiras e abertura de acessos clandestinos.

Histórico de Ameaças

A TI Ituna-Itatá já enfrentou outras situações de invasão e desmatamento. Em 2019, foi a mais desmatada do Brasil, perdendo cerca de 12 mil hectares. Operações anteriores, como a "Eraha Tapiro", retiraram mais de 1,7 mil cabeças de gado de pecuária ilegal. A área abriga os indígenas isolados do Igarapé Ipiaçava, que são particularmente vulneráveis devido à falta de resistência imunológica.

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