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Flávio Bolsonaro se autoproclama "líder do Brasil" dos EUA após fuga

29 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro se autoproclama "líder do Brasil" dos EUA após fuga

Destaques

  • •Senador Flávio Bolsonaro divulgou carta dos EUA se autoproclamando "líder do Brasil" após fugir do país.
  • •Ação ocorreu após apreensão de passaportes pelo STF em investigação de lavagem de dinheiro.
  • •Aliados e partidos repudiam a carta e defendem a lisura do processo eleitoral brasileiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta dos Estados Unidos se autoproclamando "líder do Brasil", em uma manobra que ocorreu após sua fuga do país. A saída de Flávio do Brasil se deu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a apreensão de seus passaportes, atendendo a um pedido da Polícia Federal em um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro. A postura do senador gerou forte reação negativa, com aliados e partidos políticos repudiando a carta e defendendo a lisura do processo eleitoral.

Aliados e partidos repudiam carta e defendem resultado das urnas

Diversos partidos, incluindo União Brasil, MDB, PL, PSD, PSDB e Republicanos, divulgaram notas oficiais reafirmando a legitimidade do resultado eleitoral e o respeito à decisão das urnas. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que "ninguém aprovou a carta" e que o partido busca "tocar o país para frente". O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), embora compreenda a indignação, pediu "responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte", respeitando o resultado.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, admitiu que não há provas de fraude eleitoral e que o texto da carta pode ter sido um "erro de confecção". Figuras da direita, como o ex-candidato Renan Santos, criticaram a decisão de Flávio de conduzir a oposição do exterior, classificando-a como "oposição EAD".

Fuga para os EUA e investigações em curso

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seus passaportes, em um inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro. O senador nega as acusações e alega ser alvo de "perseguição política". A viagem, que incluiu escalas na Argentina e no Equador, foi feita apesar da proibição judicial.

A carta divulgada por Flávio citou figuras históricas como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado. No entanto, a comparação com Juan Guaidó foi criticada por analistas. O governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado, teria solicitado a retirada dos trechos em que Flávio se apresentava como "verdadeiro presidente eleito", para evitar problemas diplomáticos com o Brasil. O presidente Donald Trump concedeu visto humanitário a Flávio e sua família, mas afirmou que "não vai se envolver" nas denúncias sem provas do senador.

Futuro do bolsonarismo e liderança da oposição

A atitude de Flávio Bolsonaro levanta questionamentos sobre o futuro do bolsonarismo e sua capacidade de liderar a oposição. Analistas políticos se mostram céticos quanto à sua atuação no exterior, especialmente com a prisão de Jair Bolsonaro e o êxodo de seus filhos. Nomes como o governador Tarcísio de Freitas e a senadora eleita Michelle Bolsonaro são apontados como possíveis novas lideranças do movimento.

O PL reconheceu a vitória de Lula, mas pediu esclarecimentos à Justiça. A senadora eleita Michelle Bolsonaro se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para discutir o futuro do partido. A família Bolsonaro terá representação no Congresso Nacional em 2027 com Michelle (senadora), Carlos Bolsonaro (senador), Jair Renan Bolsonaro (deputado federal) e Renato Bolsonaro (deputado federal).

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