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Fim da escala 6x1: Empresas e trabalhadores se preparam para mudanças

16 de outubro de 2026

Destaques

  • •Redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem corte de salário gera expectativa de mais descanso e desafios para empresas.
  • •Estimativas apontam aumento de custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e potencial impacto no PIB e preços ao consumidor.
  • •Aumento da judicialização trabalhista é previsto devido à necessidade de reorganização de escalas, horas extras e acordos coletivos.

O fim da escala 6x1, aprovado pelo Senado, promete mais tempo de descanso para trabalhadores brasileiros, com a jornada máxima reduzida de 44 para 40 horas semanais sem alteração salarial. A transição prevê uma queda para 42 horas em dois meses e para 40 horas em um ano.

Para as empresas, o desafio é manter a produção e o atendimento com menos horas de trabalho, sem elevar custos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um aumento de até R$ 267,2 bilhões nos custos de produção e uma possível queda de 0,7% no PIB.

A reorganização de escalas, controles de ponto e folha de pagamento pode levar a um aumento da judicialização trabalhista, especialmente em setores de funcionamento contínuo. Advogados alertam para conflitos sobre horas extras, compensação de jornadas e acordos coletivos.

A produtividade brasileira, que cresceu em média apenas 0,2% ao ano entre 1981 e 2024, é um ponto crucial. Sem ganhos de eficiência, a redução da jornada pode pressionar preços, reduzir margens de lucro ou levar à precarização do emprego.

Fontes

https://www.infomoney.com.br/feed/https://forbes.com.br/feed/

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