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Exportações de frango do Brasil seguem otimistas apesar de focos de doença em SC

29 de outubro de 2026
Exportações de frango do Brasil seguem otimistas apesar de focos de doença em SC

Destaques

  • •Especialista do Rabobank avalia que perspectivas para exportações de carne de frango do Brasil permanecem otimistas.
  • •Acordos de regionalização sanitária minimizam impactos, com importantes importadores restringindo compras apenas à região afetada.
  • •Próximos passos incluem o monitoramento contínuo da doença e a ampliação do reconhecimento da regionalização sanitária por outros parceiros comerciais.

As perspectivas para as exportações brasileiras de carne de frango continuam favoráveis, mesmo com o registro de três focos de Doença de Newcastle em Santa Catarina. A avaliação é de um especialista do Rabobank, que destaca que os focos estão concentrados em uma mesma área e que o problema não se espalhou para outras regiões. Essa situação, segundo o analista, permite que o Brasil mantenha suas exportações sem interrupções significativas.

Na véspera, o Ministério da Agricultura reportou o terceiro caso da doença viral altamente contagiosa em aves de Santa Catarina, o segundo maior produtor de carne de frango do Brasil e o maior exportador global do produto. As cidades afetadas — Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim — estão localizadas em um raio de aproximadamente 20 km, o que facilitou a restrição de embargos a apenas a região atingida.

Acordos de Regionalização Minimizam Impactos

O especialista Wagner Yanaguizawa, do Rabobank, afirmou que as perspectivas permanecem otimistas, pois os acordos de regionalização devem evitar interrupções significativas nos embarques. Ele ressaltou que os dados preliminares de exportação de outubro mostram um crescimento de 15% nos embarques diários médios em relação ao ano anterior, mesmo com a doença sendo monitorada desde 18 de outubro.

Yanaguizawa comentou que, embora as exportações possam enfrentar uma pressão inicial, é improvável que essa situação persista, desde que novos casos não surjam em áreas mais distantes. O sistema preventivo brasileiro tem demonstrado eficácia, com a detecção do vírus ocorrendo antes do surgimento de sintomas, por meio de monitoramento ativo.

Países Restringem Compras por Região

Até o momento, apenas México, Malásia e Uruguai impuseram proibições em nível nacional ao frango brasileiro. Outros importantes mercados como China, Chile e Rússia restringiram as compras apenas do Estado de Santa Catarina. Mercados relevantes como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Japão, União Europeia, Coreia do Sul, Filipinas, Reino Unido, Argentina, África do Sul, Egito, Canadá e Vietnã aceitaram a regionalização em nível municipal.

O setor avícola brasileiro tem como estratégia redirecionar seus embarques para áreas não incluídas nos embargos sanitários, o que minimiza perdas. O Ministério da Agricultura destacou que o reconhecimento da regionalização sanitária por parceiros comerciais evitou perdas potenciais de aproximadamente US$954 milhões por ano.

Histórico e Próximos Passos

O trabalho para ampliar o reconhecimento internacional da regionalização sanitária tem contribuído para reduzir os impactos comerciais de focos de doenças, como ocorreu em julho de 2024 no Rio Grande do Sul. Diferentemente de ocorrências anteriores, muitos parceiros comerciais optaram por restringir as importações a Santa Catarina ou à área sob controle sanitário, sem suspender as compras de todo o Brasil.

O Ministério da Agricultura segue trabalhando para ampliar o reconhecimento da regionalização sanitária, o que é fundamental para garantir a continuidade das exportações e a saúde econômica do setor avícola brasileiro.

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