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Ex-diretor da OpenAI lança startup de IA e robótica para desenvolver medicamentos

23 de outubro de 2026
Ex-diretor da OpenAI lança startup de IA e robótica para desenvolver medicamentos

Destaques

  • •Kevin Weil, ex-diretor científico da OpenAI, funda a Warp Sciences com foco em IA e robótica para acelerar a descoberta de novos fármacos.
  • •A startup levantou US$ 215 milhões em financiamento Série A, avaliada em US$ 865 milhões, com o objetivo de repatriar capacidades científicas dos EUA.
  • •A Warp Sciences visa criar laboratórios automatizados para testar e produzir fórmulas, gerando dados para treinar modelos de IA e reduzir a dependência de serviços na China.

O ex-diretor científico da OpenAI, Kevin Weil, anunciou na quinta-feira (22) o lançamento da Warp Sciences, uma startup que utilizará inteligência artificial (IA) e robótica para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos. Weil deixou a dona do ChatGPT em abril, após liderar a criação de uma ferramenta voltada à ciência, e agora busca inovar no setor farmacêutico.

A empresa se concentrará no treinamento de robôs para produzir e testar fórmulas promissoras. "Laboratórios robóticos nos permitirão fazer ciência em escala massiva — e gerar os dados para treinar modelos de IA incríveis para a ciência", explicou Weil em seu perfil no X. A iniciativa visa criar um laboratório totalmente automatizado nos Estados Unidos.

O que impulsiona a Warp Sciences

O desenvolvimento de novas moléculas frequentemente exige a criação de centenas ou milhares de versões para aprimoramento. Tradicionalmente, esse trabalho é terceirizado para empresas chinesas devido ao baixo custo e rapidez. No entanto, tensões recentes entre EUA e China, especialmente em relação à IA, impactaram as cadeias de suprimentos de medicamentos.

Um exemplo disso foi a inclusão da WuXi AppTec, que realiza testes e aprimoramentos de fórmulas, na lista de empresas restritas pelo Pentágono, por supostas ligações com as forças militares chinesas. Embora as restrições tenham sido barradas pela justiça, empresas americanas demonstram receio quanto ao compartilhamento de dados sensíveis.

A Warp Sciences surge como uma alternativa para farmacêuticas americanas, buscando "repatriar capacidades científicas críticas da China", segundo Weil, para evitar a perda da indústria farmacêutica nacional, similar ao que ocorreu com os setores solar, de drones e manufatura.

Financiamento e equipe fundadora

Para iniciar suas operações, a Warp Sciences levantou um financiamento de US$ 215 milhões (aproximadamente R$ 1,08 bilhão) em uma rodada Série A. O investimento foi liderado pela Lightspeed, com participação de Lux Capital, IVP e Menlo Ventures, entre outras. O aporte avaliou a startup em US$ 865 milhões (R$ 4,3 bilhões).

Além de Kevin Weil, a companhia foi cofundada por Manohar Paluri (ex-Meta), DJ Patil (primeiro cientista-chefe de dados da Casa Branca) e Solomon Reisberg (ex-Terremoto Biosciences). A equipe inicial conta com profissionais experientes, como B.K. Spears, que contribuiu para avanços em fusão nuclear.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado em 2024 no International Medical Science Research Journal, intitulado "AI-Driven drug discovery: Accelerating the development of novel therapeutics in biopharmaceuticals", detalha o papel transformador da Inteligência Artificial (IA) na descoberta de medicamentos. A pesquisa examina tecnologias fundamentais de IA, como algoritmos de machine learning e deep learning, e sua integração em todas as fases do pipeline de descoberta de fármacos, desde a identificação de alvos até o desenho de ensaios clínicos.

O estudo também aborda o impacto do big data, a integração de dados multiômicos e a mineração de registros eletrônicos de saúde, além dos desafios éticos e regulatórios. A publicação destaca as tendências emergentes e as perspectivas para a IA em biofarmacêuticas, enfatizando o potencial para revolucionar a medicina personalizada.

Próximos passos

A Warp Sciences já adquiriu braços robóticos e chips de IA. Utilizando câmeras e sensores de pressão, os químicos da startup pretendem gerar dados para treinar os modelos de IA da própria empresa, tornando o sistema cada vez mais rápido e eficaz. A iniciativa busca estabelecer uma capacidade científica robusta nos Estados Unidos, reduzindo a dependência de serviços no exterior.

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