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EUA: Pedidos de auxílio-desemprego próximos de mínimas de 57 anos

29 de outubro de 2026
EUA: Pedidos de auxílio-desemprego próximos de mínimas de 57 anos

Destaques

  • •Novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingem o menor nível desde 1969.
  • •Mercado de trabalho resiliente mantém demissões em baixa, mas incertezas geopolíticas e inflação elevada geram cautela.
  • •Federal Reserve mantém juros e sinaliza possível alta em dezembro, enquanto aguarda dados de emprego de outubro.

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego ficou próximo dos níveis mais baixos em 57 anos na semana passada, refletindo a resiliência do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estadual caíram 1.000, para 194.000 (valor ajustado sazonalmente) na semana encerrada em 24 de outubro, segundo o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters esperavam 199.000 pedidos.

Os pedidos têm se mantido, em sua maioria, abaixo de 200.000 desde meados de setembro e estão muito próximos do nível de 189.000 atingido em meados de julho, que foi o menor registro desde 1969. Essa estabilidade sugere que o mercado de trabalho permanece em um estado de “baixa contratação e baixa demissão”, com lucros sólidos e demanda interna resiliente mantendo as demissões em massa próximas a mínimos históricos.

O que mantém o mercado aquecido?

Economistas apontam que os lucros sólidos das empresas, impulsionados pela demanda interna, são um fator chave para a manutenção de baixas taxas de demissão. Além disso, a redução da força de trabalho, em parte devido à repressão à imigração, também contribui para manter a taxa de desemprego em níveis baixos.

O relatório também indicou que o número de pessoas recebendo o benefício após a primeira semana de auxílio — um indicador de contratações — caiu 21.000, para 1,701 milhão (ajustado sazonalmente) na semana encerrada em 17 de outubro. Esses dados abrangem a semana em que o governo realizou a pesquisa para calcular a taxa de desemprego de outubro, que em setembro foi de 4,2% e pode permanecer estável ou cair ligeiramente.

Incertezas e próximos passos da política monetária

Apesar da força do mercado de trabalho, a guerra em curso entre os EUA e Israel contra o Irã tem levado os empregadores a hesitar em aumentar o quadro de funcionários. Essa cautela, somada à inflação que “continua elevada”, conforme reconhecido pelo Federal Reserve, molda o cenário econômico.

Nesta quarta-feira, o Federal Reserve manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%. No entanto, economistas esperam que o banco central dos EUA aumente os juros em dezembro. O presidente do Fed, Kevin Warsh, reconheceu a estabilidade do mercado de trabalho, afirmando que “no que diz respeito ao emprego, parte do duplo mandato do Fed, as condições são bastante positivas”. A expectativa é de que os dados de emprego de outubro, a serem divulgados em breve, confirmem essa tendência.

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