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Equador: Sindicatos e indígenas preparam protestos contra o governo Noboa

29 de outubro de 2026
Equador: Sindicatos e indígenas preparam protestos contra o governo Noboa

Destaques

  • •Organizações sociais, sindicais e indígenas no Equador anunciaram manifestações massivas contra o presidente Daniel Noboa.
  • •As principais queixas incluem a falta de respostas do governo às necessidades básicas da população, como saúde, educação e geração de empregos.
  • •Novas mobilizações estão planejadas para novembro e dezembro, culminando em protestos em datas importantes como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e o Dia dos Direitos Humanos.

Sindicatos, organizações indígenas e movimentos sociais no Equador anunciaram uma onda de manifestações massivas contra o governo do presidente Daniel Noboa. A primeira grande mobilização está marcada para esta quinta-feira (29/10), às 16h (horário local), na capital, Quito. Os grupos acusam o presidente de ser incapaz de atender às demandas fundamentais da população e de ameaçar a democracia e as liberdades no país.

Nelson Erazo, presidente da Frente Popular, uma coalizão de organizações sociais, sindicais e estudantis, afirmou que o governo não oferece soluções para as necessidades do povo equatoriano. Segundo ele, a população exige medicamentos, recursos para saúde, educação e geração de empregos, além de investimentos no campo para garantir a produção de alimentos. Erazo declarou que a mobilização popular é o caminho para deter as políticas do Executivo, que, em sua opinião, demonstra desespero ao perseguir líderes sociais e políticos.

Calendário de mobilizações sociais

Os protestos desta quinta-feira marcam o início de uma série de ações planejadas para as próximas semanas. Andrés Quishpe, presidente da União Nacional de Educadores (UNE), informou que novas manifestações ocorrerão nos dias 7 e 15 de novembro. Posteriormente, em 25 de novembro, sindicatos e organizações profissionais se juntarão a manifestações feministas em comemoração ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

A agenda de protestos continua em 10 de dezembro, com uma mobilização em defesa dos direitos humanos, em coordenação com organismos internacionais. Líderes sindicais e indígenas apelaram publicamente a trabalhadores, professores, estudantes, jovens e agricultores para que apoiem as manifestações. Eles também conclamaram a população a expressar seu descontentamento no período que antecede as eleições de 29 de novembro, rejeitando os candidatos locais apoiados pelo governo atual.

Críticas ao governo Noboa

As críticas ao governo de Daniel Noboa são contundentes. Andrés Quishpe enfatizou que o objetivo é derrotar Noboa "nas ruas e nas urnas" por construir um "estado policial", negligenciar a educação, inundar escolas, não fornecer medicamentos aos hospitais e criminalizar setores sociais. A insatisfação popular se manifesta na demanda por políticas públicas que atendam às necessidades básicas da população e garantam o bem-estar social.

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