Empresas de Telecom e Alimentos apostam em IA e tecnologia para inovar

Destaques
- •Empresas de telecomunicações evoluem para 'TechCos' focando em IA para antecipar necessidades dos clientes.
- •Executivo assume diretoria de TI em empresa de alimentos, impulsionando modernização.
- •Fórmula 1 utiliza IA para análise de dados em tempo real, otimizando estratégias de corrida.
A inteligência artificial (IA) e a tecnologia se consolidam como pilares estratégicos para a inovação e a eficiência em diversos setores da economia brasileira. Empresas de telecomunicações, como a Algar, e do setor de alimentos, como a Pancristal, estão redefinindo suas operações e modelos de negócio com foco em soluções tecnológicas avançadas.
A presidente da Algar, Eliane Garcia Melgaço, destaca que a evolução de uma companhia de telecomunicações (Telco) para uma companhia de tecnologia (TechCo) não é apenas uma mudança de nome, mas uma profunda redefinição de seu papel. Em um mercado onde a conectividade se tornou uma commodity, o verdadeiro valor reside na inteligência aplicada sobre ela. A IA, por exemplo, é vista como ferramenta para antecipar as necessidades dos clientes e resolver problemas antes mesmo que eles surjam. A empresa busca combinar IA, conectividade e um propósito humano, utilizando a Internet das Coisas (IoT) para impulsionar o agronegócio e a sustentabilidade urbana, e a análise de dados para criar experiências personalizadas no varejo. O foco é garantir que a tecnologia simplifique e melhore a vida das pessoas, mantendo uma cultura de aprendizado contínuo e reinvenção.
Inovação e Liderança em Empresas Brasileiras
No setor de alimentos, a Pancristal, empresa pernambucana focada em pães, massas, bolos e salgados congelados, anunciou a contratação de Tiago Barros como seu novo diretor de Tecnologia da Informação (TI). Barros traz consigo uma vasta experiência em gestão de TI e inovação, com passagens anteriores pelo Grupo Deborah Barros e pela Queiroz Galvão. Sua chegada à Pancristal sinaliza um movimento de modernização e aposta em tecnologia para otimizar processos e impulsionar o crescimento da companhia.
A trajetória de Barros inclui também passagens pela IONIC Health e NESS, além de ter iniciado sua carreira na Totvs como analista de negócios. Essa movimentação reforça a tendência de empresas brasileiras buscarem lideranças especializadas em tecnologia para enfrentar os desafios do mercado e aproveitar as oportunidades de inovação.
IA Revoluciona Estratégias na Fórmula 1
O impacto da IA se estende a setores de alta performance, como a Fórmula 1. Equipes utilizam a tecnologia para analisar grandes volumes de dados em tempo real, permitindo a tomada de decisões estratégicas cruciais durante as corridas. No Grande Prêmio de São Paulo, por exemplo, a IA pode ser fundamental para lidar com as imprevisíveis mudanças climáticas que afetam o desempenho dos carros e as estratégias de parada nos boxes.
Modelos analíticos e simulações alimentados por dados de telemetria, desgaste de pneus e condições da pista, com apoio de IA e aprendizado de máquina, ajudam a identificar padrões e projetar cenários em curtos períodos. A Globant, parceira tecnológica da categoria, desenvolveu o Team Content Delivery System (TCDS), que reduziu a latência das transmissões de dados para as equipes de nove para menos de cinco segundos. Essa agilidade no acesso a informações sobre incidentes e comportamento dos pneus é vital para que engenheiros e estrategistas tomem decisões em frações de segundo, tornando a capacidade de transformar informações em decisões estratégicas tão importante quanto a velocidade dos carros.
O que diz a pesquisa
Um artigo publicado na revista Saber Humano em 2023, intitulado "A Inteligência Artificial versus a Inteligência Humana", discute o paradoxo entre as duas inteligências sob um aspecto filosófico e tecnológico. A pesquisa, baseada em análise de literatura, aponta que, embora a IA possa superar a mente humana em tarefas específicas, ela ainda não replica totalmente habilidades cognitivas humanas como a adaptação a novas situações complexas. O estudo enfatiza a necessidade de regulação ética para a IA e reconhece que a criatividade e a capacidade de relacionamento emocional permanecem como habilidades únicas da mente humana. Conclui-se que a IA deve ser vista como uma ferramenta complementar, capaz de melhorar vidas e aumentar capacidades humanas, e não como uma ameaça.
Pesquisa citada
- A Inteligência Artificial versus a Inteligência Humana
Saber Humano: Revista Científica da Faculdade Antonio Meneghetti · 2023
Matérias originais
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