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Emet Capital capta R$ 120 milhões para data centers no Brasil

04 de novembro de 2026
Emet Capital capta R$ 120 milhões para data centers no Brasil

Destaques

  • •Fundo Data Brasil Infra FIP da Emet Capital alcança R$ 120 milhões para desenvolvimento de data centers.
  • •Investimento total previsto nos projetos chega a R$ 1 bilhão, com foco em infraestrutura de energia e localização estratégica.
  • •Emet Capital planeja novas captações e projeta R$ 2,5 bilhões em investimentos nos próximos três anos.

A Emet Capital concluiu a captação do fundo Data Brasil Infra FIP com R$ 120 milhões para o desenvolvimento imobiliário de data centers no Brasil. A gestora encerrou a rodada de investimentos na terça-feira (3), com a B.Real Capital atuando como consultora. O investimento total previsto nos três projetos mapeados chega a R$ 1 bilhão.

O primeiro empreendimento será erguido em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, com previsão de conclusão até 2030. Terrenos em São Paulo e no Ceará estão em negociação para os outros dois projetos. Para ampliar os recursos do fundo, a Emet Capital planeja abrir uma nova janela de captação no primeiro trimestre de 2027, com meta de levantar mais R$ 100 milhões. A gestora estima outras três rodadas de captação no futuro.

Pipeline e investimentos futuros

O pipeline completo do fundo abrange nove projetos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Centro-Oeste e Nordeste. A capacidade total projetada é de 3,5 GW (gigawatts), com estimativa de R$ 2,5 bilhões em investimentos nos próximos três anos. O fundo visa atender à crescente demanda por infraestrutura de data centers no país.

Data centers como ativos imobiliários

A tese de investimento da Emet Capital se apoia em uma mudança de percepção do mercado de capitais: o data center passou a ser tratado não como equipamento de tecnologia, mas como imóvel de infraestrutura crítica. Nesse modelo, as gestoras atuam como proprietárias e desenvolvedoras de terrenos estrategicamente localizados com acesso garantido a redes elétricas de alta potência, chamados de “powered lands“.

Provedores, hyperscalers e empresas de inteligência artificial (IA) entram na operação como usuários finais do ativo imobiliário, por meio de contratos de locação de longo prazo no modelo built-to-suit. O diretor da Emet Capital, Raffael Faustino, destaca que a chave de valor está na infraestrutura de energia e na localização do terreno, pois a construção de novas subestações ou a obtenção de outorgas de conexão de alta capacidade pode levar mais de dois anos.

Desafios e potencial do setor no Brasil

O Brasil concentra cerca de 48% de toda a capacidade instalada de data centers na América Latina, segundo a consultoria imobiliária JLL. No entanto, o crescimento do setor no país encontra obstáculos estruturais. “No Brasil, o crescimento encontra desafios adicionais, como as novas regras de conexão, restrição de disponibilidade de energia em regiões estratégicas e a necessidade de reduzir cada vez mais o prazo de implantação de novos projetos”, afirma Alison Takano, diretor-executivo (CEO) da B.Real Capital.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), projetos do setor estimam que os investimentos em tecnologias digitais e infraestrutura no país podem movimentar até R$ 2 trilhões até 2029, evidenciando o grande potencial de mercado para os data centers.

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