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Dólar sobe e Ibovespa avança em dia de dados de emprego dos EUA e fala de Lula

06 de novembro de 2026
Dólar sobe e Ibovespa avança em dia de dados de emprego dos EUA e fala de Lula

Destaques

  • •Dólar fechou em alta de 0,44% a R$ 5,51, enquanto Ibovespa avançou 1,39% aos 168,5 mil pontos.
  • •Mercado repercute dados de emprego nos EUA e aguarda detalhes da política econômica do novo governo Lula.
  • •Queda em bolsas globais por temores sobre setor de IA e regulação nos EUA não impediu alta no Brasil.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (6) em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,511, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,39%, atingindo 168.498,45 pontos. Na semana, a moeda americana acumulou alta de 1,20%, e a bolsa brasileira registrou valorização de 0,29%.

O movimento do dólar foi influenciado pelo fortalecimento da moeda no exterior, após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O relatório indicou a criação de 165 mil vagas em outubro, acima das 65 mil esperadas por economistas, e uma queda na taxa de desemprego. Esses números reforçaram a percepção de resiliência da economia americana e impactaram as expectativas sobre as próximas decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. O índice DXY, que mede o dólar contra moedas fortes, avançou 0,76%.

Cenário doméstico e política econômica

No Brasil, investidores acompanharam as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a condução da política econômica em seu quarto mandato. Em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula afirmou que o governo pretende manter a responsabilidade fiscal e social. As falas ocorreram após um encontro com autoridades para discutir a agenda econômica, gerando expectativa sobre os rumos da economia brasileira.

Apesar da instabilidade global, o Ibovespa conseguiu fechar em alta, impulsionado pelo desempenho positivo de parte das bolsas de Nova York e pela recuperação de ações do setor de tecnologia nos EUA. No entanto, o índice ainda permanece abaixo dos níveis registrados antes do resultado das eleições presidenciais, quando negociava acima dos 205 mil pontos.

Impacto global e setor de tecnologia

As bolsas globais apresentaram um dia de volatilidade, com mercados asiáticos e europeus fechando em queda, refletindo o forte tombo de Wall Street na quinta-feira (5). O receio principal foi o impacto da vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos EUA, que aumentou a preocupação com uma possível regulamentação mais rígida para o setor de inteligência artificial (IA) e a expansão de centros de dados.

Empresas de tecnologia, especialmente as ligadas à IA, sofreram fortes perdas. Gigantes como Nvidia e AMD registraram quedas expressivas. O Nasdaq Composite, índice focado em tecnologia, chegou a cair mais de 5% na quinta-feira, entrando em território de correção. A perda de valor de mercado das chamadas “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Nvidia, Meta e Tesla) superou os US$ 800 bilhões em um único dia.

A queda se espalhou pela Ásia, com bolsas como as do Japão e da Coreia do Sul registrando perdas próximas de 6%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a despencar mais de 8%, acionando o mecanismo de circuit breaker, que suspende temporariamente as negociações.

Próximos passos

O mercado continuará atento aos próximos sinais sobre a política econômica do governo Lula, especialmente em relação aos compromissos fiscais. Além disso, a evolução das discussões sobre a regulamentação do setor de tecnologia nos EUA e o desempenho das empresas de IA seguirão no radar dos investidores globais.

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