Senador Cleitinho Azevedo é chamado de 'socialista' por defender pautas de esquerda

Destaques
- •Senador mineiro, eleito governador, é criticado por internautas por defender pautas como fim da escala 6x1 e isenção de Imposto de Renda.
- •A polêmica ganhou força após Cleitinho questionar patrocínios estaduais a clubes de futebol, defendendo que os recursos fossem destinados a áreas como merenda escolar.
- •A oposição a medidas vistas como de esquerda contrasta com seu alinhamento à direita e apoio a Flávio Bolsonaro, gerando debate sobre suas posições políticas.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), recém-eleito governador de Minas Gerais, tem sido alvo de críticas nas redes sociais, sendo chamado de “socialista” e “comunista” por internautas. Apesar de se identificar como político de direita e ter apoiado Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Cleitinho tem defendido medidas e feito declarações que parte dos usuários associa a pautas tradicionalmente ligadas à esquerda.
A repercussão se intensificou após Cleitinho divulgar um vídeo criticando a decisão do TCE-MG de suspender patrocínios do governo estadual a clubes de futebol. A iniciativa, que somava R$ 32 milhões via Cemig e Codemig para Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG, foi questionada pelo senador. Ele argumentou que as equipes operam como Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) e pertencem à iniciativa privada, classificando os patrocínios como medida eleitoreira.
Defesa de investimentos sociais e críticas a patrocínios
No vídeo, Cleitinho Azevedo expressou sua oposição aos repasses, justificando que o governo estadual poderia enfrentar dificuldades financeiras, como a falta de merenda em escolas. Ele defendeu que os recursos fossem direcionados para “investir no povo” e em áreas sociais. A declaração gerou reações imediatas, com internautas rotulando-o de “socialista” e “camarada”.
As manifestações nas redes sociais também resgataram declarações anteriores do senador sobre temas econômicos, trabalhistas e sociais, que reforçam a percepção de que suas posições divergem do espectro político conservador que ele diz representar.
Posições trabalhistas e fiscais em debate
Entre as pautas que geraram controvérsia está a defesa de Cleitinho pelo fim da escala de trabalho 6 X 1. Em maio de 2026, ele utilizou uma caixa de pizza e uma nota de R$ 50 no Senado para questionar o poder de compra dos trabalhadores e defender mudanças na jornada de trabalho, como a redução para 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado, sem corte salarial. Essa posição contrasta com a de outros políticos de direita, como Flávio Bolsonaro, embora Cleitinho tenha afirmado que Flávio se comprometeu a votar a favor da proposta.
Outra medida defendida pelo senador foi a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000. Em fevereiro de 2025, Cleitinho cobrou a aprovação da proposta, que poderia gerar uma economia de até R$ 500 mensais para os beneficiados. Ele argumentou que a iniciativa deveria ter apoio de todos os espectros políticos, pois não se tratava de oposição ao Brasil, mas sim ao governo federal.
Críticas a privilégios e oposição a privatizações
Cleitinho Azevedo também criticou políticos que incentivam boicotes por divergências eleitorais, desafiando-os a abrir mão de seus próprios salários, benefícios e verbas de gabinete, custeados com dinheiro público. Sua oposição à privatização da Cemig, questionando “Por que venderia uma empresa que dá lucro?”, também foi lembrada como um ponto de divergência com pautas liberais.
As diversas manifestações de Cleitinho Azevedo sobre temas econômicos e sociais, que se alinham a discursos de esquerda, contrastam com seu posicionamento político declarado e geram um debate sobre a coerência de suas bandeiras.
Matérias originais
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