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Câmara aprova isenção de custas para medidas protetivas da Lei Maria da Penha

06 de novembro de 2026
Câmara aprova isenção de custas para medidas protetivas da Lei Maria da Penha

Destaques

  • •Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprova PL que isenta mulheres de custas processuais para solicitar medidas protetivas.
  • •A dispensa de pagamento será válida independentemente de comprovação de insuficiência financeira, facilitando o acesso à proteção.
  • •O projeto segue para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, e depois para o Senado.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2863/26, que prevê a isenção de custas processuais para solicitação, revisão ou adoção de medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. A dispensa do pagamento será válida independentemente de comprovação de insuficiência financeira, o que visa facilitar o acesso à proteção para mulheres em situação de violência doméstica. A autora da proposta, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), argumentou que a cobrança de despesas ou a exigência de comprovação de falta de recursos pode dificultar o acesso à proteção. A relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), apresentou parecer favorável, destacando que o Estado deve promover a isenção de qualquer custo para garantir a integridade física e psicológica da mulher. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada também pelo Senado Federal.

Acesso facilitado à proteção

A deputada Laura Carneiro, autora do projeto, ressaltou que a cobrança de custas processuais ou a necessidade de comprovar a falta de recursos financeiros pode criar barreiras significativas para as vítimas que buscam medidas protetivas. A isenção proposta visa remover esses obstáculos, garantindo um acesso mais rápido e eficaz à justiça e à segurança para mulheres em situação de vulnerabilidade.

A relatora, deputada Rogéria Santos, endossou a importância da medida, afirmando que o Estado tem o dever fundamental de promover a isenção de custos em todos os casos de solicitação, revisão ou adoção de medidas protetivas. Segundo ela, isso é crucial para resguardar a integridade física e psicológica das mulheres.

Próximos passos legislativos

O Projeto de Lei 2863/26 tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados. Após a aprovação pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o texto será submetido à análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Caso seja aprovado por essas instâncias, o projeto seguirá para votação no Senado Federal. Somente após a aprovação em ambas as casas legislativas é que a proposta poderá se tornar lei.

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