Dólar sobe com incertezas fiscais e aguardo de decisões de juros e EUA

Destaques
- •Dólar à vista avança 0,85% e atinge R$ 5,49, ampliando ganhos da semana anterior.
- •Mercado aguarda decisão de juros do Copom, eleições de meio de mandato nos EUA e composição da equipe econômica de Lula.
- •Ações diplomáticas no Golfo e tensões com o Irã adicionam volatilidade ao cenário internacional.
O dólar à vista opera em alta nesta terça-feira (3), com valorização de 0,85% e cotação a R$ 5,4923, ampliando os ganhos da semana anterior. O mercado financeiro reage ao feriado de Dia de Finados no Brasil e se posiciona diante de uma agenda econômica carregada, que inclui a decisão de juros do Copom nesta quarta-feira (4), as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a expectativa pela composição da equipe econômica do novo mandato do presidente Lula.
Cenário Interno e Externo em Foco
No Brasil, a principal expectativa gira em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A maioria dos analistas aposta na manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em 2026. A incerteza fiscal e a pressão sobre o câmbio, com o dólar operando entre R$ 5,35 e R$ 5,50, contribuem para essa expectativa. A possível composição da equipe econômica de Lula também gera atenção, com nomes como Rafael Fonteles e Geraldo Alckmin sendo especulados para o Ministério da Fazenda.
Eleições nos EUA e Geopolítica
No cenário internacional, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que ocorrem nesta terça-feira (3), são o principal foco. Pesquisas indicam uma possível vitória democrata na Câmara, mas o controle do Senado permanece indefinido. A tensão no Golfo e os esforços diplomáticos para evitar uma escalada do conflito após as eleições americanas também influenciam os mercados, com os preços do petróleo em queda e o dólar sob pressão. No entanto, um acordo entre Irã e EUA para o fim da guerra parece distante, segundo um funcionário iraniano.
Impacto nos Mercados
A combinação de fatores internos e externos gera volatilidade nos mercados. A desvalorização do real aumenta o risco de repasse cambial aos preços domésticos. A incerteza sobre a condução da política fiscal no próximo mandato de Lula eleva a percepção de risco dos investidores, com preocupações sobre a trajetória da dívida pública e a convergência da inflação para a meta.
Matérias originais
- Dólar hoje sobe e se aproxima de R$ 5,50 no retorno do feriado · infomoney.com.br



