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Dólar recua 1% e Ibovespa cede 0,5% após volatilidade eleitoral

27 de outubro de 2026
Dólar recua 1% e Ibovespa cede 0,5% após volatilidade eleitoral

Destaques

  • •Mercado financeiro brasileiro mostra acomodação após forte reação à reeleição de Lula.
  • •Dólar fecha abaixo de R$ 5,35 e Ibovespa recua, com investidores atentos às incertezas fiscais.
  • •Expectativa agora se volta para a definição da equipe econômica e os planos fiscais do novo governo.

O mercado financeiro brasileiro apresentou um dia de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte volatilidade registrada na véspera, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda de aproximadamente 1%, a R$ 5,349, enquanto a bolsa de valores, medida pelo Ibovespa, recuou cerca de 0,51%, encerrando o pregão aos 175.710,05 pontos.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada do dólar na segunda-feira (26), quando a moeda americana subiu mais de 8%, e pela continuidade das perdas na bolsa, reflexo das incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, especialmente a falta de definição sobre o futuro ministro da Fazenda.

Ajuste cambial e cautela na bolsa

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após ter registrado sua maior alta diária desde janeiro de 1999 na véspera. A divisa recuou ao longo do dia, chegando à mínima de R$ 5,316 pela manhã, em um movimento de ajuste de posições dos investidores. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

O Ibovespa, por sua vez, prolongou o movimento negativo após o tombo de quase 14% na segunda-feira. A queda de 0,51% ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela cautela diante das perspectivas econômicas e pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos. A desvalorização do petróleo Brent, referência internacional, que caiu 1,20%, também pressionou ações de empresas como a Petrobras, que recuaram 2%.

Incertezas fiscais e declarações oficiais

A falta de definição sobre o próximo ministro da Fazenda e as incertezas em relação à condução da política fiscal do novo governo continuam sendo os principais fatores de apreensão para o mercado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo buscará cumprir a meta fiscal com diálogo com o Congresso Nacional. Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

Analistas apontam que o mercado aguarda sinais concretos do governo sobre o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e a definição da equipe econômica. Enquanto essas sinalizações não vierem, a volatilidade tende a permanecer elevada, com os preços dos ativos sensíveis a cada notícia vinda de Brasília.

Destaques do pregão e próximos passos

Entre os destaques do dia, ações como Vale ON recuaram 2,14%, Petrobras PN caiu 2,02%, e bancos como Banco do Brasil ON fecharam em queda de 0,52%. Por outro lado, ações de varejistas como Magaluiza ON saltaram 8,49% e Tenda ON subiu 10,2%, em movimentos de correção após fortes perdas na véspera. A Braskem PNA disparou 16,35%, recuperando-se de perdas anteriores.

Os investidores seguem atentos aos desdobramentos da política econômica, à formação da equipe ministerial e aos planos fiscais do governo Lula para o próximo mandato.

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