Dividendos em Queda: O que mudou em julho?
Destaques
- •Distribuição de dividendos e JCP sofreu queda de 14% em julho comparado a junho.
- •Redução é reflexo do esgotamento do 'estoque' de distribuições aprovadas antes da nova regra de tributação.
- •Nova regra de IR de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mês vale para pagamentos a partir de janeiro de 2026.
Julho trouxe uma desaceleração na distribuição de proventos, com uma queda de 14% na quantidade de pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) em relação a junho.
A explicação é simples: as empresas já esgotaram o 'estoque' de lucros que poderiam ser distribuídos sem a nova tributação. A estratégia era aprovar o máximo possível até o fim do ano passado para se beneficiar da isenção de Imposto de Renda.
A nova regra, que prevê 10% de IR na fonte para dividendos acima de R$ 50 mil mensais, só passou a valer para pagamentos programados a partir de janeiro de 2026. Assim, as distribuições aprovadas até o fim de 2025 (com prazo estendido para janeiro de 2026 pelo STF) podem ser pagas até 2028 com o benefício.
Ainda assim, 9 dos 17 pagamentos de dividendos previstos para julho já se referem aos resultados do primeiro trimestre de 2026 e, portanto, já entram sob a nova tributação.
Enquanto isso, os Juros sobre Capital Próprio (JCP) continuam com tributação, agora de 17,5% desde janeiro. Aqueles JCPs de resultados de 2025, anunciados até dezembro passado, ainda se beneficiam da alíquota antiga de 15%. Em julho, são 21 pagamentos de JCP previstos.
Com gigantes como Rede D’Or, Itaú e Bradesco na lista de pagadoras, a situação mostra a transição para um novo cenário de proventos, impactando o planejamento dos investidores. 📉


