Minério de Ferro Brasileiro: Novas Fronteiras Minam o Domínio da Vale

Destaques
- •Produção de minério de ferro fora dos eixos tradicionais (Carajás e Quadrilátero Ferrífero) dobrou na última década.
- •Regiões como Corumbá (MS), sertão da Bahia e interior do Piauí já representam 3,5% da produção nacional.
- •Logística precária (falta de ferrovias) é o principal gargalo para o crescimento dessas novas fronteiras, exigindo investimentos bilionários em infraestrutura.
O Brasil, gigante do minério de ferro, tem um monstrinho em gestação fora dos eixos tradicionais. Enquanto Carajás e o Quadrilátero Ferrífero respondem pela vasta maioria da produção nacional, novas regiões como Corumbá (MS), o sertão da Bahia e o interior do Piauí viram sua produção de minério de ferro dobrar nesta década.
Essas novas fronteiras, se fossem um país, já figurariam entre os 16 maiores produtores globais. A produção do trio MS, BA e PI cresceu 103%, enquanto a do país subiu 11%, elevando sua participação no bolo nacional de 1,9% para 3,5%.
O gargalo logístico é o desafio.
Em Corumbá, a LHG Mining (ex-J&F) aposta no rio Paraguai, com investimento de R$ 1,9 bilhão para ampliar seu porto fluvial. Na Bahia, a Bamin (controlada pela portuguesa Mota-Engil e com sócio chinês) precisa de R$ 30 bilhões para construir uma nova ferrovia e o Porto Sul. No Piauí, a Lion Mining já encurtou o trajeto para o Porto Piauí, mas a esperança é a conclusão da Transnordestina em 2027 para viabilizar grandes volumes. Todas essas novas fronteiras esperam o trem passar para decolar. 📉




