Mercosul em Risco: Paraguai Cobra Justiça e Críticas à UE Dominam Cúpula

Destaques
- •Presidente paraguaio Santiago Peña critica "assimetrias" criadas pelo acordo Mercosul-União Europeia.
- •Lula defende o Mercosul como "necessidade estratégica" em cenário global conturbado.
- •Debate sobre distribuição de cotas de exportação para a UE expõe tensões internas no bloco.
A 68ª Cúpula de presidentes do Mercosul, em Assunção, começou com fogo amigo. O presidente paraguaio, Santiago Peña, não poupou críticas ao acordo de livre comércio com a União Europeia, assinado em janeiro, alegando que ele gerou "assimetrias" e um "gosto amargo" para o país.
Peña questionou a utilidade de negociar com a Europa se o acesso a novos mercados não beneficia igualmente todos os membros, especialmente os mais fracos. Ele exigiu "resultados concretos" e justiça na distribuição das cotas de exportação para a UE, um ponto sensível que expõe tensões internas no bloco.
Em contrapartida, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o Mercosul como uma "necessidade estratégica" diante do cenário global conturbado, defendendo que a integração regional deve superar diferenças políticas e ideológicas.
A cúpula também deve discutir o início de diálogos para um acordo com o Japão e, em um gesto de solidariedade, fez um minuto de silêncio em apoio à Venezuela após recentes terremotos. 📉



