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Diretor da ANA defende critérios técnicos para agências reguladoras

27 de outubro de 2026
Diretor da ANA defende critérios técnicos para agências reguladoras

Destaques

  • •Leonardo Góes, diretor-presidente interino da ANA, defende que indicações para agências reguladoras fiquem fora de acordos políticos.
  • •Ele sugere que o governo priorize nomes técnicos e com experiência em gestão, em vez de indicações partidárias.
  • •A declaração ocorre em um momento em que 18 vagas estão abertas nas diretorias de agências reguladoras, com outras 41 a serem renovadas até 2030.

O diretor-presidente interino da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Leonardo Góes, defendeu nesta terça-feira (27.out.2026) que as indicações para diretorias de agências reguladoras sejam retiradas do "troca-troca" político entre governo e partidos. Segundo ele, as nomeações deveriam priorizar critérios técnicos e experiência em gestão, em detrimento de indicações provenientes de acordos partidários.

Durante um evento do setor de infraestrutura em Brasília, Góes afirmou que, após as eleições, o governo deveria rever os critérios de nomeações para as vagas abertas nas agências. Ele ressaltou que, embora seja normal compor o governo com políticos para buscar apoio, as agências reguladoras precisam ficar fora dessa dinâmica.

Sabatinas no Senado como formalidade

Góes explicou que, na prática, as sabatinas e aprovações dos novos diretores no Senado se tornam meras formalidades, pois as indicações já estariam previamente combinadas com partidos aliados. Ele criticou o atual cenário, onde nomeações são feitas em troca de cargos ou apoio em pautas específicas, e defendeu que as agências deveriam ser prerrogativa exclusiva do Executivo, conforme previsto na Constituição.

O diretor da ANA também comentou sobre o cenário pós-eleição, expressando que esperava um período de "fim de festa" nos últimos meses do governo atual, com tentativas de fazer indicações antes do fim do mandato. Ele considerou que esse não seria o momento ideal para tais nomeações.

Oportunidade de renovação nas agências

"Agora, sim, quando o governo é eleito, com toda a legitimidade para escolher, que isso seja feito levando em conta principalmente critérios técnicos e, obviamente, pessoas também que tenham experiência em gestão, habilidades", declarou Góes, enfatizando a importância de uma escolha baseada em mérito e competência.

Um levantamento do Poder360 indica que há atualmente 18 vagas abertas nas diretorias das 12 agências reguladoras. Entre 2027 e 2030, outras 41 cadeiras ficarão disponíveis, o que permitirá ao próximo governo realizar uma renovação completa dos quadros de diretores dos órgãos reguladores.

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