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Dexco tem prejuízo líquido de R$ 142 milhões no 3º trimestre de 2026

04 de novembro de 2026
Dexco tem prejuízo líquido de R$ 142 milhões no 3º trimestre de 2026

Destaques

  • •A Dexco registrou um prejuízo líquido de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 14,2 milhões do mesmo período de 2025.
  • •O resultado foi impactado por itens não recorrentes, provisão para perda de crédito e aumento de despesas com juros, apesar da melhora no faturamento e margem operacional.
  • •A companhia espera acompanhar a evolução do mercado de construção e a continuidade da redução da dívida e alavancagem.

A Dexco (DXCO3), dona das marcas Deca, Hidra e Portinari, divulgou um prejuízo líquido de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2026. O resultado representa uma reversão significativa em relação ao lucro líquido de R$ 14,2 milhões registrado no mesmo período de 2025. No acumulado do ano, a companhia acumula um prejuízo líquido de R$ 55,4 milhões, contrastando com o lucro de R$ 111,3 milhões no mesmo período do ano anterior.

O balanço da Dexco foi afetado por itens não recorrentes, que totalizaram R$ 136,7 milhões sem efeito direto no caixa. Desse montante, R$ 118,4 milhões foram decorrentes de reestruturação e fechamento de operações, e R$ 11,8 milhões da marcação a valor justo de investimentos da DX Ventures. Além disso, houve uma provisão para perda de crédito e aumento nas despesas com juros da dívida.

Impacto de itens não recorrentes e provisão

Os itens não recorrentes tiveram um peso considerável no resultado, impactando principalmente a linha de reestruturação e fechamento de operações, como a venda da fábrica de revestimentos cerâmicos de Urussanga (SC) e o fechamento da unidade de louças sanitárias de Cabo de Santo Agostinho (PE). A provisão para perda de crédito, no valor de R$ 20,5 milhões, foi destinada a cobrir perdas com a empresa de móveis Bartira, que entrou em recuperação judicial.

Sem considerar o efeito negativo desses itens, o prejuízo líquido recorrente da Dexco foi de apenas R$ 5,5 milhões, uma redução de 87,1% em comparação anual. No acumulado do ano, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 100,2 milhões, um crescimento de 41,2%.

Melhora operacional e faturamento

Apesar do prejuízo contábil, a Dexco apresentou melhora em indicadores operacionais. A receita líquida cresceu 9,8%, alcançando R$ 2,33 bilhões, impulsionada pela Divisão Madeira, que se beneficiou de reajustes de preços e venda de produtos de maior valor agregado. A Divisão Madeira registrou crescimento de 16,2% na receita líquida, enquanto Metais e Louças recuaram 2,1% e Revestimentos Cerâmicos, 5,2%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia recuou 11,4% na comparação anual, para R$ 420,7 milhões. No entanto, o Ebitda ajustado e recorrente subiu 31,6%, para R$ 585,4 milhões, com a margem avançando 4,2 pontos percentuais, para 25,1%.

Dívida e fluxo de caixa

A dívida líquida da Dexco atingiu R$ 4,78 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 6,9% em relação ao trimestre anterior. A alavancagem caiu para 2,36 vezes, abaixo das 2,72 vezes registradas no mesmo período de 2025. A redução da dívida foi sustentada pela geração de caixa operacional e pela entrada de recursos da venda da planta de Urussanga.

O fluxo de caixa livre total foi de R$ 636 milhões, um salto em relação aos R$ 121 milhões do segundo trimestre. Esse aumento foi impulsionado pela redução de estoques, menor investimento em novos projetos e pelo recebimento referente à venda da planta de Urussanga.

O presidente da Dexco, Raul Guaragna, considerou os resultados do trimestre como "forte", destacando o avanço do faturamento, da margem de lucro operacional e do fluxo de caixa, com a consequente redução da dívida.

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