Democratas buscam maioria no Senado dos EUA em eleições acirradas

Destaques
- •Democratas ampliam mapa eleitoral e buscam conquistar cadeiras em estados republicanos para obter maioria no Senado.
- •Disputas acirradas em estados como Carolina do Norte, Ohio e Texas mostram a polarização e o alto investimento em campanhas.
- •O resultado das eleições definirá o equilíbrio de poder no Congresso e o futuro da agenda legislativa do país.
Às vésperas da eleição, o Partido Democrata dos Estados Unidos intensifica seus esforços para conquistar a maioria no Senado, em um cenário eleitoral acirrado e com disputas apertadas em diversos estados. Embora o cenário nacional pareça favorecer os democratas, impulsionados pela baixa aprovação do presidente Donald Trump (34%) e pela insatisfação dos eleitores com a economia, a guerra no Irã e a corrupção, muitas das cadeiras em disputa estão em estados tradicionalmente republicanos, o que torna o resultado incerto.
Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras atualmente ocupadas por republicanos, além de manter todas as suas próprias, para obter a maioria. Para isso, têm investido pesadamente em campanhas, superando os gastos republicanos em estados-chave. A lista de cadeiras com maior probabilidade de mudar de partido foi ampliada para 11, refletindo a competitividade das eleições.
Disputas em Estados-Chave
A Carolina do Norte lidera o ranking de cadeiras com maior probabilidade de mudar de partido. O democrata Roy Cooper aparece à frente do republicano Michael Whatley, apesar de o estado ter sido vencido por Trump três vezes. Os democratas investiram significativamente mais em publicidade nas últimas semanas.
Em Ohio, o ex-senador democrata Sherrod Brown disputa a reeleição contra o republicano Jon Husted. A disputa é marcada por ataques mútuos sobre questões como impostos, imigração e escândalos de corrupção. O estado tem se deslocado para a direita na era Trump, mas a disputa pelo governo também adiciona complexidade.
O Texas, um reduto republicano, apresenta uma disputa acirrada entre o democrata James Talarico e o republicano Ken Paxton. Apesar do perfil conservador do estado e do alto investimento republicano, impulsionado por Elon Musk, pesquisas recentes mostram Talarico à frente, beneficiado pela imagem negativa de Paxton e pelo apoio de minorias.
Outras Disputas e Cenários
No Maine, a senadora republicana Susan Collins enfrenta uma disputa acirrada contra o democrata Troy Jackson. A eleição é vista como um referendo sobre Collins, que tenta seu sexto mandato.
O Alasca apresenta uma disputa incerta entre a democrata Mary Peltola e o senador republicano Dan Sullivan, com a presença de um segundo candidato com o mesmo nome adicionando imprevisibilidade. A apuração dos votos no estado pode demorar devido ao sistema de escolha ranqueada.
No Kansas, o democrata Adam Hamilton aparece à frente do senador republicano Roger Marshall, apesar de o estado ter votado em Trump por uma margem considerável. A campanha democrata tem investido mais em publicidade.
Em Iowa, a deputada republicana Ashley Hinson disputa a cadeira contra o democrata Josh Turek. A economia agrícola do estado, afetada pelo aumento de preços, é um fator importante.
A disputa em Michigan coloca o democrata Abdul El-Sayed contra o ex-deputado republicano Mike Rogers. Apesar de um apoio surpreendente de uma colega democrata a Rogers, El-Sayed lidera as pesquisas.
Em Nova Hampshire, o deputado democrata Chris Pappas parece ter vantagem sobre o ex-senador republicano John Sununu.
A Carolina do Sul entra na lista com um empate entre a senadora republicana Darline Graham e a democrata Annie Andrews, em uma disputa que tem gerado apreensão entre alguns republicanos.
A Geórgia, inicialmente vista como uma oportunidade republicana, agora aponta para uma possível vitória do senador democrata Jon Ossoff, que tem liderado a disputa e investido mais em sua campanha.
Próximos Passos
O resultado destas eleições definirá o controle do Senado dos Estados Unidos, com implicações significativas para a agenda legislativa do país e para a governabilidade do presidente.
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- Nos EUA, 11 estados podem mudar de partido no Senado · cnnbrasil.com.br



