Defesa de Bolsonaro pede visita de senadores aliados para articulação política no Senado

Destaques
- •A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao STF autorização para receber senadores aliados, visando articulação para a disputa pela presidência do Senado.
- •A movimentação política busca fortalecer o grupo bolsonarista na Casa, com Rogério Marinho e Tereza Cristina como pré-candidatos.
- •A definição de candidaturas e a disputa por votos do Centrão são pontos cruciais para o futuro da presidência do Senado em 2027.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para que o ex-chefe do Executivo possa receber visitas dos senadores Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP). A solicitação, segundo apuração da analista de Política da CNN, Isabel Mega, tem um significado político relevante, especialmente diante do cenário de disputa pela presidência do Senado Federal, prevista para 1º de fevereiro de 2027.
A estratégia do bolsonarismo no Senado envolve tanto Rogério Marinho quanto Tereza Cristina, ambos ex-ministros do governo Bolsonaro e integrantes do mesmo grupo político. Os dois lançaram candidaturas à presidência da Casa e buscam frear uma possível recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) ao comando do Senado. Há uma expectativa dentro do grupo de que os encontros com Bolsonaro sirvam para definir uma estratégia conjunta sobre como o movimento pode utilizar o Senado para se fortalecer politicamente.
Disputa pela presidência do Senado e estratégia bolsonarista
Apesar da articulação, Tereza Cristina não dá sinais de que pretende abrir mão de sua candidatura, o que preocupa o campo bolsonarista. A manutenção das duas candidaturas simultaneamente pode provocar uma divisão de votos, favorecendo o projeto de Alcolumbre. "O que se espera é que em algum momento se afunile, que seja uma ou outra", destacou a analista Isabel Mega.
Rogério Marinho, por sua vez, afirmou que, se eleito, não se negará a trabalhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o comando do STF, buscando uma agenda comum entre os Três Poderes. Ele defendeu que a direita evite ataques à senadora Tereza Cristina e afirmou não ter nada contra Davi Alcolumbre, considerando-o "bem-humorado".
A batalha por votos do Centrão e o papel do PL
A batalha pelos votos concentra-se especialmente nos senadores ligados ao chamado Centrão. O PP, partido de Tereza Cristina, e o União Brasil, de Davi Alcolumbre, integram a mesma federação partidária, que já anunciou apoio a Alcolumbre. Por outro lado, o PL de Rogério Marinho chega ao pleito com uma bancada expressiva de ao menos 29 senadores, número que pode sofrer alterações, além de contar com o apoio de mais três senadores do Novo. Todos os envolvidos estão fazendo contas detalhadas para identificar possíveis adesões ou deserções.
O parlamentar defendeu ainda o voto aberto para a eleição do comando da Casa e na deliberação de processos de impeachment contra ministros do STF, argumentando que "voto aberto é respeito ao povo brasileiro". Integrantes do PL têm defendido a abertura do voto como forma de constranger parlamentares que se elegeram com apoio do bolsonarismo, mas que poderiam votar a favor da reeleição de Alcolumbre por questões partidárias.
Próximos passos e o impacto de Michelle Bolsonaro
Há ainda a expectativa de que Jair Bolsonaro contribua ativamente para essa estratégia, especialmente considerando que Michelle Bolsonaro (PL) assumirá uma cadeira no Senado. A definição das candidaturas e a articulação política nos próximos meses serão cruciais para o resultado da eleição da Mesa do Senado em 2027.
Matérias originais
- Bolsonaro articula futuro do bolsonarismo e tenta receber aliados · cnnbrasil.com.br
- Rogério Marinho diz que vai procurar Lula e STF se for eleito presidente do Senado · infomoney.com.br



