CSN fecha acordo de R$ 12,7 bi para vender CSN Cimentos à chinesa Huaxin

Destaques
- •CSN anuncia acordo de exclusividade com a chinesa Huaxin para venda da CSN Cimentos por R$ 12,7 bilhões.
- •A transação faz parte da estratégia da CSN para reduzir seu endividamento, que atingiu R$ 42,1 bilhões no 2º trimestre de 2026.
- •A expectativa é concluir a assinatura dos documentos definitivos em poucos dias, com o acordo de exclusividade válido por dez dias.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou um acordo de exclusividade com a chinesa Huaxin para a venda da CSN Cimentos. O negócio está avaliado em R$ 12,7 bilhões em enterprise value, que inclui a dívida a ser assumida pelo comprador. O acordo tem validade de dez dias e visa a assinatura dos documentos definitivos para a alienação das ações da unidade de cimentos.
A Huaxin foi escolhida por apresentar a proposta mais vantajosa em um processo competitivo iniciado em março de 2026. A CSN busca ao menos R$ 15 bilhões com a venda integral de sua operação de cimentos.
Estratégia de Desinvestimento e Redução de Dívidas
Esta é a segunda grande transação da CSN em poucas semanas. Recentemente, a empresa vendeu a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen (SWT) ao grupo espanhol Megasa por € 550 milhões. Ambas as vendas fazem parte de uma estratégia mais ampla da companhia para se desfazer de ativos considerados não essenciais.
O objetivo principal dessas alienações é reduzir o endividamento da CSN, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 42,1 bilhões. A venda da CSN Cimentos é vista como um passo crucial para alcançar essa meta.
Mudanças na Liderança e Próximos Passos
Em meio a este momento de reestruturação, Benjamin Steinbruch anunciou sua saída do comando executivo da CSN no início de setembro, embora permaneça focado na estratégia da companhia. O cargo de CEO foi assumido por Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale.
Steinbruch, que controla a CSN e integra seu conselho desde 1993, foi eleito presidente do conselho. A escolha de um executivo externo à família visa destravar uma sucessão que vinha sendo adiada há anos. A missão imediata de Schvartsman é conduzir o processo de deslavancagem da empresa, uma cobrança recorrente dos credores.
Após a conclusão da venda da CSN Cimentos, a CSN planeja vender participações minoritárias em seus segmentos de infraestrutura e energia. Adicionalmente, a empresa pretende negociar unidades independentes mantidas no exterior e buscar um sócio para sua divisão siderúrgica.



