Coreia do Norte anuncia novos meios de contra-ataque na fronteira com Seul

Destaques
- •Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, anunciou reforço de tropas e sistemas de armas na fronteira sul.
- •A medida inclui a reativação de alto-falantes para transmitir mensagens em direção à Coreia do Sul.
- •A Coreia do Sul pede a retirada das ameaças e busca uma resolução pacífica.
A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira (21/10) a implantação de “novos meios de contra-ataque” ao longo da linha fronteiriça com a Coreia do Sul. A medida, divulgada por Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong Un, inclui o reforço de tropas e sistemas de armas, além da reativação de alto-falantes que transmitirão mensagens em direção a Seul nos próximos dias. A declaração surge em meio a uma nova escalada de tensões entre os dois países.
A chefe do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte visitou áreas-chave da fronteira sul um dia antes, prometendo ações militares contra o que descreveu como “provocações” das tropas sul-coreanas. Em resposta, o Exército da Coreia do Sul havia ameaçado reagir severamente a qualquer travessia da Linha de Demarcação Militar por soldados norte-coreanos, que trabalham em fortificações na área.
Fortificações e novos meios de contra-ataque
“Nossos novos meios de contra-ataque entrarão em estado de prontidão em toda a linha de fronteira sul e os alto-falantes contra a República da Coreia (Coreia do Sul) estarão prontas em questão de dias”, afirmou Kim Yo Jong, segundo a agência estatal KCNA. Ela acrescentou que a permanência da fronteira em território norte-coreano estará em conformidade com os objetivos do país.
Kim Yo Jong ressaltou que a conclusão das fortificações reduziria “consideravelmente” o risco de conflito bélico e resolveria “problemas complicados”. No entanto, ela alertou que a Coreia do Sul “enfrentaria a situação mais horrível e angustiante” caso cometesse algum “erro”, intencional ou não.
Antecedentes e escalada de tensões
Pyongyang tem intensificado as fortificações na fronteira desde abril de 2024, com a instalação de minas terrestres, cercas de arame farpado e barreiras anti-tanque. Essas ações ocorrem no auge da crise entre as nações vizinhas, iniciada no final de 2023, quando Kim Jong Un declarou os países como “dois Estados hostis entre si”.
Desde então, as fortificações levaram tropas norte-coreanas para perto da Zona de Demarcação Militar, forçando as forças sul-coreanas a emitirem alertas e disparos de aviso para que recuassem. As tensões aumentaram após Seul acusar Pyongyang pela explosão de uma mina terrestre em 21 de setembro, que feriu três soldados sul-coreanos. Investigações conjuntas indicaram que minas norte-coreanas plantadas ao sul da Linha de Demarcação Militar foram a causa.
Reações e apelo à resolução
A Coreia do Sul acusou o Norte de violar o Tratado de Armistício que encerrou a Guerra da Coreia. Pyongyang, por sua vez, rejeitou as acusações, criticando Seul por criar narrativas para desgastar sua imagem internacional.
No início desta semana, o Ministério da Defesa sul-coreano prometeu responder decisivamente a novas provocações. O presidente do Estado-Maior Conjunto, general Jin Yong Sung, ordenou que as tropas nacionais respondessem firmemente. Diante da recente postura de Pyongyang, o Ministério da Unificação sul-coreano apelou nesta quarta-feira para a retirada das ameaças e a busca por uma “resolução eficaz da questão”.
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- Coreia do Norte alerta ‘prontidão’ dos sistemas de contra-ataque na zona fronteiriça com Sul · operamundi.uol.com.br



