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EUA e Israel planejam novos ataques ao Irã após eleições americanas

22 de outubro de 2026
EUA e Israel planejam novos ataques ao Irã após eleições americanas

Destaques

  • •EUA e Israel elaboraram planos para novos ataques militares contra o Irã, com foco em instalações de energia e nucleares.
  • •O objetivo seria pressionar o Irã a fazer concessões diplomáticas, com a possibilidade de ataques ainda em outubro.
  • •O Irã, por sua vez, pede o fim das sanções e ameaças ocidentais, afirmando que responderá a qualquer agressão.

Os Estados Unidos e Israel elaboraram planos para realizar novos ataques militares contra o Irã, com o objetivo de intensificar a pressão sobre o país persa e forçá-lo a fazer concessões diplomáticas. As informações foram divulgadas pelo jornal The New York Times, que citou autoridades com conhecimento sobre o assunto. Os possíveis alvos incluem instalações de energia, nucleares, além de arsenais de mísseis e drones.

Segundo o jornal, ambas as nações aliadas intensificaram o que descreveram como “uma operação curta, porém intensa” antes das eleições de meio de mandato norte-americanas, marcadas para 3 de novembro. Isso incluiu sobrevoos sobre o Iraque para simular manobras de ataque. A reportagem também apontou que não se descarta a possibilidade de que o presidente Donald Trump efetue os ataques ainda neste mês de outubro.

Alvos e objetivos dos ataques

Os planos visam atingir a infraestrutura crítica do Irã, incluindo suas instalações de energia e programas nucleares. O impacto econômico de uma “nova grande rodada de ataques” poderia levar a economia iraniana “ao limite”, segundo fontes ouvidas pelo veículo. O objetivo final seria forçar o país a fazer concessões diplomáticas em negociações.

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, reuniu-se com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Israel nesta semana, o que reforça a coordenação entre os dois países.

Reação e posição do Irã

Em resposta às ameaças, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, enfatizou a necessidade de acabar com as sanções e ameaças do Ocidente contra o país. Ele declarou que o comportamento de intensificar sanções e pressões, enquanto se fala em negociações, é contraditório e sem sentido.

“Não se pode intensificar continuamente sanções e pressões — fechando caminhos para o engajamento — enquanto se fala simultaneamente em negociações”, disse Pezeshkian. “O diálogo conduzido por meio da linguagem das ameaças e da pressão é sem sentido.”

O enviado do Irã junto às Nações Unidas (ONU), Gholamhosein Darzi, também pediu ao secretário-geral e ao presidente do Conselho de Segurança da ONU que condenassem o bloqueio naval promovido por Washington aos portos iranianos no Estreito de Ormuz e no Golfo. Em carta, o embaixador reforçou que o Irã exerceria seu direito à autodefesa em resposta a qualquer ato de agressão.

Anteriormente, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, major-general Mohsen Rezaei, já havia ressaltado que negociações só poderiam ser retomadas mediante medidas de construção de confiança por parte dos Estados Unidos.

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