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Cientistas descobrem 31 novas espécies marinhas no Atlântico Sul brasileiro

03 de novembro de 2026
Cientistas descobrem 31 novas espécies marinhas no Atlântico Sul brasileiro

Destaques

  • •Expedição no mar brasileiro identificou 31 novas espécies marinhas, incluindo anfípodes, águas-vivas e sifonóforos.
  • •Novas tecnologias, como realidade virtual e microscópio Squid, permitiram a observação e sequenciamento genético não invasivos.
  • •As descobertas ainda precisam de descrição taxonômica formal para serem consideradas definitivas.

Um grupo de 30 cientistas, em uma expedição organizada pela ONG Schmidt Ocean Institute, descobriu 31 novas espécies marinhas nas águas do Atlântico Sul brasileiro. A expedição, realizada em abril de 2026 entre Salvador e Fortaleza, utilizou tecnologias avançadas para explorar a zona intermediária do oceano, um ecossistema pouco conhecido que se estende entre 200 e 1.200 metros de profundidade.

Os resultados da pesquisa, divulgados no segundo semestre, revelam uma diversidade surpreendente de vida marinha. Entre as novas espécies identificadas estão um anfípode (um tipo de crustáceo), um verme do gênero Tomopteris, nove águas-vivas, sete sifonóforos (organismos coloniais), sete ctenóforos (conhecidos por seus cílios cintilantes), quatro larváceos (criaturas semelhantes a girinos) e dois rizários gigantes (organismos unicelulares visíveis a olho nu).

Tecnologia de ponta para exploração inédita

Um dos principais desafios na exploração da zona intermediária é a fragilidade dos organismos gelatinosos, que frequentemente sofrem danos com métodos de coleta tradicionais, como redes. Para superar essa dificuldade, os pesquisadores empregaram tecnologias inovadoras.

Uma câmara de realidade virtual e uma "máquina de gravidade" — um microscópio especializado que funciona como uma esteira hidrodinâmica — permitiram a gravação e análise das criaturas em seu habitat natural, de forma não invasiva. Adicionalmente, um microscópio chamado Squid possibilitou a obtenção de imagens 3D de estruturas celulares internas em organismos vivos, um feito inédito em pesquisas marinhas.

Descobertas e próximos passos

As novas tecnologias não apenas permitiram obter imagens de alta resolução, mas também possibilitaram o sequenciamento genômico dos indivíduos coletados diretamente na embarcação Falkor. Isso agilizou a identificação preliminar das 31 novas espécies.

É importante notar que essas descobertas representam uma primeira identificação. Para que sejam oficialmente reconhecidas e descritas pela ciência, as espécies precisam passar por estudos mais aprofundados e pela publicação de artigos científicos revisados por pares. O ritmo atual de descobertas científicas, impulsionado por tecnologias moleculares e expedições em áreas remotas, tem levado à descrição de cerca de 16 mil novas espécies anualmente em todo o mundo.

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