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Chinesa BrainCo desenvolve dispositivo vestível para inibir apetite

03 de novembro de 2026
Chinesa BrainCo desenvolve dispositivo vestível para inibir apetite

Destaques

  • •Empresa de neurotecnologia chinesa BrainCo desenvolve dispositivo vestível para inibir apetite, como alternativa não medicamentosa aos tratamentos de obesidade.
  • •O aparelho, que utiliza interface cérebro-computador, promete ser uma 'versão eletrônica' dos medicamentos GLP-1 e tem lançamento previsto para China e EUA em 2 a 3 anos.
  • •A BrainCo, que já atua em neuroterapia e próteses robóticas, busca expandir seu portfólio e competir em um mercado em alta, apesar do escrutínio sobre tecnologias chinesas.

A empresa chinesa de neurotecnologia BrainCo está desenvolvendo um dispositivo vestível (wearable) que promete inibir o apetite através de estímulos cerebrais. A tecnologia é apresentada como uma alternativa não medicamentosa aos populares medicamentos à base de GLP-1, como os da Novo Nordisk e Eli Lilly, que revolucionaram o tratamento da obesidade.

A sócia-fundadora da BrainCo, Nix He, afirmou à agência Bloomberg que o lançamento do dispositivo está previsto para os próximos dois a três anos, com estreia inicial na China e posterior expansão para os Estados Unidos. Segundo ela, o aparelho funcionaria como uma “versão eletrônica dos medicamentos para obesidade” à base de GLP-1, utilizando a tecnologia de interface cérebro-computador (BCI) da empresa para estimular sinais neurais relacionados ao controle do apetite.

Alternativa não medicamentosa aos GLP-1

Diferentemente dos medicamentos GLP-1, que imitam hormônios metabólicos, a proposta da BrainCo é atuar diretamente no cérebro por meio de estímulos. A empresa ainda não apresentou publicamente resultados que comprovem a eficácia do dispositivo na redução do apetite ou na perda de peso, nem detalhes sobre os mecanismos de estimulação ou testes realizados.

A BrainCo avalia diferentes modelos de comercialização, incluindo versões separadas para uso médico e para o consumidor final. A executiva Nix He mencionou a possibilidade de a empresa, no futuro, explorar abordagens mais invasivas, como implantes cerebrais.

Outras tecnologias da BrainCo

Sediada em Hangzhou, a BrainCo já possui um portfólio diversificado em neuroterapia, próteses e robótica. Atualmente, a empresa comercializa dispositivos como fones de ouvido com BCI não invasiva para tratar distúrbios como autismo, déficit de atenção e insônia. Coletam e decodificam sinais neurais, e em alguns casos, também os estimulam.

Além disso, a BrainCo desenvolve mãos protéticas controladas por sinais cerebrais, permitindo que pessoas com deficiência realizem tarefas como escrever e tocar piano. A empresa também fornece mãos robóticas para a indústria chinesa de robótica humanoide.

Expansão e desafios no mercado americano

A BrainCo tem enfrentado um escrutínio crescente sobre suas tecnologias, especialmente em relação a propostas de restrições nos Estados Unidos ao investimento em empresas chinesas do setor de interface cérebro-computador. Apesar desse cenário, Nix He declarou que a empresa continua a observar uma “grande aceitação de mercado” para suas próteses e mãos robóticas nos EUA, esperando que o crescimento no mercado americano acelere.

A empresa, fundada em 2015 e com origem nos laboratórios de inovação de Harvard, já captou cerca de 2 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 280 milhões) de fundos como IDG Capital e Walden International. Recentemente, a BrainCo protocolou um pedido confidencial para uma oferta pública inicial de ações (IPO) em Hong Kong, mas He se recusou a comentar os planos de abertura de capital.

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