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China: Recorde de expulsões no Partido Comunista reflete disciplina rígida de Xi Jinping

30 de outubro de 2026
China: Recorde de expulsões no Partido Comunista reflete disciplina rígida de Xi Jinping

Destaques

  • •China registra 33 expulsões do Partido Comunista em plenário, maior número da história moderna.
  • •Expurgos reduzem drasticamente a Comissão Militar Central e reforçam controle de Xi Jinping.
  • •Ações ocorrem em meio à preparação para o 4º mandato de Xi e ao foco em disciplina interna.

A China encerrou o 5º plenário do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC) com um número recorde de 33 expulsões, o maior já registrado na história moderna do país. A reunião de altos dirigentes, realizada nesta semana, evidenciou a busca por uma disciplina interna rígida, refletindo a visão do presidente Xi Jinping, que se prepara para buscar um 4º mandato no ano que vem.

O número de assentos vazios no Comitê Central, órgão de 376 integrantes, chamou a atenção. Atualmente, apenas 279 membros titulares e suplentes participaram do plenário, o que representa uma ausência de 25,8% da composição original. Entre os expulsos de destaque estão Zhang Youxia, até então o segundo militar mais importante da hierarquia chinesa, e Ma Xingrui, ex-secretário do partido na região de Xinjiang. Outras ausências não tiveram suas razões explicadas.

Escala das Expulsões e Controle Militar

O pesquisador sênior do think tank Asia Society, Neil Thomas, destacou que o grande número de cadeiras vazias ressalta o foco do plenário na visão de Xi de uma disciplina interna rigorosa. A série de expurgos teve um impacto significativo na Comissão Militar Central, o órgão que comanda o Exército de Libertação Popular da China. O colegiado, que antes contava com 7 integrantes, agora tem apenas 2: o próprio Xi Jinping e Zhang Shengmin, responsável pelo combate à corrupção nas Forças Armadas.

Zhang Youxia, um dos expulsos, foi promovido nesta semana ao Politburo do PCC, um dos principais órgãos de direção do partido. Sua ascensão, apesar da expulsão de seu cargo militar anterior, o torna o único representante militar na cúpula da liderança, indicando uma reconfiguração estratégica.

Combate à Corrupção e Preparação para o Futuro

Desde que assumiu o poder em 2012, Xi Jinping tem priorizado o discurso de combate à corrupção dentro do PCC. A campanha se intensificou nos últimos anos, alcançando funcionários de escalões superiores, tanto na estrutura partidária quanto militar. Essa iniciativa, no entanto, também levanta questionamentos sobre seu uso como instrumento para afastar rivais políticos ou punir casos de deslealdade.

Xi Jinping tem expressado insatisfação com a falta de disciplina nas fileiras do partido, afirmando no início deste ano que o PCC precisa arrancar "árvores doentes" e que o combate à corrupção é uma "jornada sem fim".

O plenário desta semana também serviu como preparação para o 21º Congresso do Partido, evento que ocorre a cada cinco anos e está previsto para o segundo semestre de 2027. A expectativa é que Xi Jinping assegure um 4º mandato como líder do partido, o que o consolidaria como o governante mais longevo da China comunista desde Mao Tsé-Tung. A composição do Comitê Central e do Politburo será renovada durante o Congresso do próximo ano.

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