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Chanceler argentino defende livre comércio e critica protecionismo no G20

31 de outubro de 2026
Chanceler argentino defende livre comércio e critica protecionismo no G20

Destaques

  • •Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, defendeu o livre comércio e criticou medidas protecionistas durante reunião de chanceleres do G20 em Atlanta.
  • •Quirno afirmou que países que cumprem regras de concorrência não devem ser prejudicados por competidores com "vantagens artificialmente criadas" ou distorções de mercado.
  • •O chanceler também rejeitou o uso de regulamentações ambientais como "barreiras ao comércio" e criticou o trabalho forçado.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, fez um balanço sobre o encerramento da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, nos Estados Unidos, defendendo o livre comércio e rechaçando medidas protecionistas. Em publicação na rede social X, o diplomata afirmou que os países que cumprem as regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas" ou distorções de mercado. Sob a gestão do presidente Javier Milei, a Argentina tem atuado para reduzir barreiras comerciais, avançar na desregulação e recolocar o setor privado como motor do crescimento.

Críticas a barreiras comerciais e ambientais

O chanceler argentino rejeitou o uso de regulamentações ambientais como "barreiras ao comércio" que encarecem o transporte de mercadorias. Além disso, Quirno criticou o trabalho forçado, afirmando que nenhum país deve obter vantagens econômicas mediante a exploração de trabalhadores. A reunião de chanceleres do G20, organizada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ocorreu entre 30 e 31 de outubro e discutiu temas de geopolítica, mercado de energia e cadeias de suprimentos globais. O Brasil foi representado pelo ministro Mauro Vieira, que teve um breve encontro com Rubio, agendando uma reunião bilateral para dezembro. O encontro de chanceleres terminou sem consenso sobre guerras, segurança e comércio internacional, com divergências sobre a Rússia e a exclusão da África do Sul marcando o evento. O grupo não publicou um comunicado conjunto, apresentando apenas uma declaração da presidência.

Contexto da política econômica argentina

A postura de Quirno reflete a política econômica do governo Javier Milei, que tem buscado a liberalização comercial e a redução de barreiras. Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, Milei implementou um programa econômico com foco no combate à inflação e na desregulação. Medidas como a aprovação da lei omnibus e decretos de emergência visam reduzir o déficit público e estimular o setor privado. A Argentina também formalizou sua candidatura para aderir ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP) e busca fortalecer acordos bilaterais, alinhando-se a uma estratégia de abertura econômica.

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