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CEO da OpenAI defende priorizar data centers em crise de chips

30 de outubro de 2026
CEO da OpenAI defende priorizar data centers em crise de chips

Destaques

  • •Sam Altman, CEO da OpenAI, sugere que consumidores não precisam de tanta RAM em PCs e que o mercado de chips deve priorizar data centers.
  • •A crise de escassez de chips de memória, exacerbada pela demanda de IA, já impacta negativamente os mercados de PCs, smartphones e encarece eletrônicos.
  • •Especialistas preveem que o desequilíbrio no fornecimento de chips pode se estender até 2030, com a pior fase ainda por vir.

Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, expressou uma visão controversa sobre a atual crise de chips de memória. Em entrevista ao podcast Cheeky Pint, Altman defendeu que os consumidores não precisam de grandes quantidades de memória RAM em seus computadores pessoais e que o mercado deveria priorizar a alocação desses componentes para data centers. Ele argumenta que a maior parte da capacidade global de DRAM está armazenada em computadores individuais, sendo subutilizada.

Altman acredita que a escassez de chips deveria ser uma preocupação maior para empresas de inteligência artificial e serviços em nuvem, que necessitam de infraestrutura robusta para atender à crescente demanda. "Você quer utilização maximizada da nuvem para lidar com um ambiente de oferta extremamente limitada", afirmou, contrastando com a intuição de muitos que buscam mais RAM em seus dispositivos.

Impactos da crise de chips no mercado de eletrônicos

A demanda por poder computacional na nuvem, impulsionada por empresas de IA como a OpenAI, tem gerado uma série de problemas para o consumidor final. A priorização de encomendas por empresas de IA em detrimento de outros setores já causou uma contração de 20% nos mercados globais de PCs e smartphones.

Além do encarecimento de eletrônicos novos, mesmo aqueles que não dependem diretamente de chips de memória para tarefas básicas, componentes mais antigos, como placas-mãe, também sofrem com a escassez. Fabricantes podem optar por vender modelos mais caros em vez de linhas de custo-benefício, prejudicando o segmento de celulares intermediários.

Previsões e o futuro do fornecimento de chips

O cenário de desequilíbrio entre oferta e demanda de chips de memória pode se estender por anos. A fabricante de memórias SK Hynix prevê que a situação possa se arrastar até 2030, enquanto a Samsung aponta para 2028. A Micron, por sua vez, alerta que a fase mais crítica da crise ainda não chegou.

Essa escassez afeta diretamente o desenvolvimento e o custo de novos produtos eletrônicos, incluindo consoles de videogame. Aparelhos como as Steam Machines já foram lançados com custos mais elevados que o previsto, e modelos futuros, como o PlayStation 6 da Sony, também devem enfrentar aumentos de preço.

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