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CEO da Drumwave propõe que usuários controlem e monetizem seus dados com IA

04 de novembro de 2026
CEO da Drumwave propõe que usuários controlem e monetizem seus dados com IA

Destaques

  • •André Vellozo, CEO da Drumwave, defende que usuários devem ser donos de seus dados gerados diariamente.
  • •A proposta da Drumwave é que bancos atuem como custodiantes de dados, permitindo que usuários os 'poupem' e licenciem para terceiros.
  • •A empresa mira 2027 como meta para sua plataforma, apostando na convergência tecnológica da IA, valorização dos dados pelos consumidores e regulação global.

A inteligência artificial (IA) levanta debates sobre um futuro de prosperidade ou colapso. No centro dessa discussão, André Vellozo, CEO da Drumwave, propõe uma reflexão fundamental: de quem é o dado que produzimos diariamente? Para ele, a resposta a essa pergunta determinará se a IA será uma ferramenta de inclusão econômica ou de exclusão.

A Drumwave, empresa liderada por Vellozo, desenvolveu uma proposta para que usuários possam gerenciar e armazenar seus dados pessoais de forma semelhante a uma conta poupança. Nesta tese, o usuário é o proprietário do dado, podendo alocá-lo em um plano de gestão. Empresas interessadas em utilizar esses dados licenciariam o plano, pagando ao usuário, com a possibilidade de o dinheiro ser direcionado para contas bancárias, fundos de educação ou seguros. Segundo Vellozo, nos Estados Unidos, já é possível que um indivíduo receba cerca de US$ 25 pelo licenciamento de seus próprios dados.

O dado como ativo financeiro

Em um novo episódio do podcast MVP, do Startups, André Vellozo detalhou a tese em que trabalha há uma década. Ele argumenta que os dados são gerados em todas as interações cotidianas, desde a compra de um café até a realização de um exame médico, e que o próprio usuário arca com os custos de processamento através de seus dispositivos e planos de telefonia. "Se a gente está indo para uma economia de dados, acho que nada mais justo e mais lógico do que você poder poupar seu dado", afirmou.

A visão da Drumwave coloca os bancos em uma posição central. A ideia é que as instituições financeiras, que já custodiam o dinheiro de seus clientes, passem a custodiar também seus dados, permitindo que estes gerem valor. Atualmente, bancos precisam adquirir dados de birôs especializados para realizar análises de crédito. Vellozo compara a situação com a economia: "Juro cresce o dinheiro e dado come o dinheiro". No modelo proposto pela Drumwave, ambos os ativos poderiam crescer em conjunto.

A meta para 2027 e o cenário regulatório

André Vellozo estabeleceu 2027 como a meta para a plataforma da Drumwave. Ele identifica três condições favoráveis para este prazo: a convergência tecnológica impulsionada pela IA, uma crescente conscientização dos consumidores sobre o valor de seus dados e discussões globais sobre a regulação de IA por parte de governos.

O CEO vislumbra um cenário para o próximo ano marcado por liquidez e desafios. Por um lado, a expectativa de ofertas públicas iniciais (IPOs) de empresas como SpaceX, OpenAI e Anthropic pode injetar capital no mercado de venture capital. Por outro lado, os Estados Unidos podem enfrentar pressões em seu sistema de previdência e a substituição de empregos por IA, resultando em uma falta de demanda por novas soluções. "Ninguém está preocupado em criar demanda", comentou, referindo-se ao volume de investimentos em modelos e robôs de IA.

A regulação da IA é outro ponto crucial. Vellozo considera ineficaz tentar regular a IA pelos resultados dos modelos, dada a sua aplicação em setores diversos como saúde, finanças e engenharia. Ele defende que a regulação deve focar na entrada da tecnologia, ou seja, "Regula o input, o dado".

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