Celso Amorim: EUA não precisam se pronunciar sobre eleição de Lula

Destaques
- •Celso Amorim, conselheiro de política externa de Lula, afirmou que não há necessidade de pronunciamento dos EUA sobre a eleição do petista.
- •Amorim destacou que os países coexistem e que a eleição brasileira teve ampla participação e vitória incontestável.
- •O assessor também comentou sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, classificando-a como assunto da Polícia Federal.
O assessor especial da Presidência da República e principal conselheiro de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, declarou nesta terça-feira (27.out.2026) que não vê necessidade de o presidente dos Estados Unidos se pronunciar sobre a vitória eleitoral do petista. A declaração foi feita ao Poder360.
Amorim minimizou a importância de um pronunciamento formal de outro país sobre o resultado eleitoral brasileiro. "Esse negócio de se pronunciar é uma questão de bons modos, de tradição, mas não há necessidade disso", afirmou. Ele ressaltou que os Estados "existem, coexistem e convivem entre si" e que a expectativa é de que a relação transcorra normalmente.
O conselheiro enfatizou a legitimidade do processo eleitoral brasileiro. "Tivemos uma bela eleição com ampla participação popular e uma vitória incontestável, de modo que não há o que falar sobre isso", disse Amorim, indicando que o resultado é claro e não demanda validação externa.
Posicionamento sobre Flávio Bolsonaro
Questionado pelo Poder360 sobre a possível saída do país de Flávio Bolsonaro (PL), Amorim respondeu de forma sucinta. "É assunto da Polícia Federal", declarou, indicando que a investigação ou apuração de quaisquer irregularidades relacionadas ao senador cabem às autoridades competentes.
A declaração de Amorim ocorre em um contexto de retomada das viagens internacionais de Lula, que deve se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, no G20. A fala também surge em meio a outras notícias políticas, como a proposta de André Janones de união da "esquerda mundial" contra a "extrema-direita" e o apoio de Sóstenes a Flávio Bolsonaro após seu paradeiro ser desconhecido.



