Casas Bahia adia divulgação de resultados do 3º trimestre de 2026

Destaques
- •Grupo Casas Bahia, em recuperação judicial, posterga divulgação de balanço do 3º trimestre de 2026 para 10 de dezembro.
- •Adiamento ocorre devido à necessidade de mais tempo para consolidar informações financeiras no contexto da recuperação judicial.
- •Acompanhar a aprovação do plano de recuperação judicial e novas captações de recursos pela empresa.
O Grupo Casas Bahia (BHIA3), que está em recuperação judicial, anunciou o adiamento da divulgação de seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2026. A publicação, que estava prevista inicialmente para 11 de novembro, foi remarcada para 10 de dezembro, conforme comunicado ao mercado.
A varejista justificou o adiamento pela necessidade de um prazo adicional para a conclusão dos trabalhos de elaboração, consolidação e revisão das informações contábeis e financeiras, tanto por parte da empresa quanto de seus assessores. A mudança ocorre no contexto dos processos operacionais decorrentes da recuperação judicial em curso, visando assegurar a consistência, precisão e conformidade técnica das demonstrações financeiras, além do atendimento às exigências regulatórias.
Histórico de adiamentos e resultados recentes
Este não é o primeiro adiamento de balanço da Casas Bahia. Em agosto de 2026, a empresa já havia postergado duas vezes a apresentação dos resultados do segundo trimestre. Na ocasião, a varejista registrou um prejuízo líquido de aproximadamente R$ 10,1 bilhões, impactado por R$ 9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes. Em bases ajustadas, o prejuízo somou R$ 978 milhões, enquanto a receita líquida avançou 1,6% e o Ebitda ajustado recuou 9,4%.
Recuperação judicial e busca por recursos
No mesmo dia da divulgação do balanço do 2º trimestre, a Casas Bahia protocolou o pedido de recuperação judicial, que envolve R$ 17,3 bilhões em passivos. A decisão de buscar a recuperação judicial ocorreu em meio ao agravamento das dificuldades financeiras e ao fechamento de 298 lojas. Em 21 de outubro, a Justiça de São Paulo autorizou o processamento da recuperação judicial, mas o plano ainda depende da aprovação dos credores.
Paralelamente, a empresa busca novas fontes de financiamento. Em outubro, obteve uma linha de crédito de até R$ 250 milhões com o Banco do Brasil. Além disso, negocia um empréstimo de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões na modalidade DIP financing, com o objetivo de alcançar R$ 1 bilhão em financiamentos para sustentar as operações durante a reestruturação.
Mudanças na condução da reestruturação
A companhia também promoveu alterações na equipe responsável pelas negociações. Em 23 de outubro, anunciou a contratação de Camille Faria, que liderou a recuperação judicial da Americanas, para conduzir o plano de recuperação judicial, substituindo Mateus Tessler. A consultoria Alvarez & Marsal permanece no processo. Poucos dias depois, em 28 de outubro, Raphael Oscar Klein renunciou ao conselho de administração.
Matérias originais
- Casas Bahia (BHIA3) adia balanço do 3º trimestre em quase um mês · infomoney.com.br


