Economia & PolíticaRelevância BR: 9/10

Câmara de SP analisa impeachment de Ricardo Nunes por descumprimento de ordem judicial

29 de outubro de 2026
Câmara de SP analisa impeachment de Ricardo Nunes por descumprimento de ordem judicial

Destaques

  • •Comissão especial na Câmara Municipal de São Paulo inicia análise de pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes.
  • •O prefeito é acusado de descumprir decisão da Justiça Eleitoral que determinou 100% da frota de ônibus em circulação no segundo turno das eleições.
  • •A comissão tem dez dias para apresentar parecer sobre a admissibilidade da denúncia, que também cita assédio eleitoral.

A Câmara Municipal de São Paulo instalou uma Comissão Especial para analisar o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A análise se inicia nesta quinta-feira (29), às 16h30, e o colegiado tem dez dias para decidir sobre a admissibilidade da denúncia. O pedido foi protocolado por vereadores do PSOL, que acusam Nunes de descumprir uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota de ônibus na cidade durante o segundo turno das eleições, ocorrido no último domingo (25).

Descumprimento da ordem judicial

A determinação da Justiça Eleitoral, emitida pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, exigia que 100% da frota de ônibus operada na cidade nos dias úteis estivesse à disposição dos eleitores. No entanto, relatos indicam que apenas cerca de 60% da frota circulou durante grande parte do dia, o que teria prejudicado o deslocamento de eleitores às zonas de votação e gerado reclamações. A decisão judicial previa multa de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento, além da possibilidade de caracterização de crime eleitoral.

O prefeito Ricardo Nunes alegou que a notificação judicial foi recebida "em cima da hora", o que inviabilizou o cumprimento integral da medida, e que 71% da frota circulou, com 8.814 ônibus em operação, número que ele considerou suficiente. Ele também afirmou que o planejamento original, com 6,9 mil ônibus, era equivalente ao do primeiro turno e que a SPTrans comunicou as dificuldades operacionais para reorganizar escalas de trabalho dos motoristas.

Acusações de assédio eleitoral

Além do descumprimento da ordem judicial sobre a frota de ônibus, a denúncia contra o prefeito também cita suspeitas de assédio eleitoral e abuso de poder contra servidores comissionados da Prefeitura. Segundo os vereadores denunciantes, esses servidores teriam sido pressionados a participar de atos de campanha política sob ameaça de exoneração.

Próximos passos do processo

A Comissão Especial é composta por sete vereadores: Luana Alves (PSOL), Rubinho Nunes (União Brasil), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). O colegiado tem dez dias para apresentar um parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Caso o parecer seja favorável, o pedido de impeachment precisará ser votado em plenário, necessitando de três quintos dos votos dos 55 vereadores (ao menos 33) para avançar à Comissão Processante. Se a denúncia não for admitida, o pedido será arquivado.

Manifestações contra o prefeito estão marcadas para os próximos dias, incluindo um protesto na Praça Roosevelt e outro no Largo da Batata.

Matérias originais

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

Câmara de SP analisa impeachment de Ricardo Nunes por descumprimento de ordem judicial | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias