Iliana Yotova é eleita primeira mulher presidente da Bulgária

Destaques
- •Iliana Yotova venceu o segundo turno das eleições presidenciais na Bulgária, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo.
- •A nova presidente, aliada do atual primeiro-ministro Rumen Radev, obteve cerca de 58% dos votos, contra 38% de seu adversário.
- •Yotova defende a permanência da Bulgária na União Europeia, mas busca relações mais próximas com a Rússia e o levantamento de sanções contra Moscou.
Iliana Yotova foi eleita a primeira mulher presidente da Bulgária após vencer o segundo turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, 1º de novembro. Com cerca de 58% dos votos, Yotova superou seu adversário, o ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov, que obteve aproximadamente 38%. Gyurov reconheceu a derrota após a divulgação das primeiras projeções, com os resultados oficiais previstos para segunda-feira, 2 de novembro.
A vitória de Yotova representa um avanço para o atual primeiro-ministro Rumen Radev, seu aliado político. Em seu discurso, Radev agradeceu aos eleitores pela escolha de "o futuro em vez do passado", buscando paz, estabilidade e normalidade. Yotova, por sua vez, prometeu analisar as preocupações de todos os eleitores, independentemente de terem votado nela.
Política externa e relações com a Rússia
Aos 62 anos, Yotova já exerceu a função de presidente interina em janeiro, quando Radev se afastou para concorrer às eleições parlamentares. Sua eleição tende a manter a Presidência sob a influência da maioria governista. Em termos de política externa, espera-se que Yotova mantenha a orientação de Radev, que prioriza a permanência da Bulgária no caminho europeu, ao mesmo tempo em que busca restabelecer relações mais próximas com a Rússia e o fim das sanções contra Moscou.
A guerra na Ucrânia foi um tema central durante a campanha eleitoral. Yotova defendeu uma solução diplomática para o conflito, ressaltando que "a paz só pode vir por meio de negociações". Ela também propôs a realização de uma reunião de segurança com países banhados pelo Mar Negro para discutir uma moratória sobre as hostilidades na região.
Divergências e poderes presidenciais
A candidatura de Gyurov, apoiada por partidos reformistas pró-Ocidente, defendia uma postura mais firme da Bulgária na OTAN e na União Europeia, criticando o governo por evitar identificar diretamente a Rússia como responsável pela guerra. Gyurov, que já foi vice-presidente do Banco Nacional da Bulgária, liderou um governo interino e assinou um acordo de cooperação em segurança com a Ucrânia.
Embora a Presidência búlgara possua funções predominantemente representativas, o chefe de Estado detém atribuições institucionais relevantes. O presidente é o comandante supremo das Forças Armadas, participa ativamente da política externa, assina tratados internacionais, nomeia embaixadores e tem o poder de vetar projetos aprovados pelo Parlamento. O mandato presidencial é de cinco anos, com eleição por voto direto, e o segundo turno é decidido pelo candidato que obtiver a maior quantidade de votos válidos.
Matérias originais
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