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Braskem: Spreads petroquímicos caem no 3T26, mas vendas de resinas sobem no Brasil

29 de outubro de 2026
Braskem: Spreads petroquímicos caem no 3T26, mas vendas de resinas sobem no Brasil

Destaques

  • •Spreads petroquímicos da Braskem recuaram no 3T26, refletindo normalização de preços após conflito no Oriente Médio.
  • •Vendas de resinas no mercado brasileiro cresceram 12% no trimestre, impulsionadas por estratégia comercial.
  • •Acompanhar a evolução dos spreads e a demanda global nos próximos trimestres.

A Braskem (BRKM5) registrou uma queda nos spreads petroquímicos no terceiro trimestre de 2026 (3T26), após a forte alta observada no trimestre anterior, influenciada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado internacional. A normalização dos preços das matérias-primas e dos produtos petroquímicos, aliada a uma demanda global mais moderada, pressionou as margens do setor entre julho e setembro.

Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (29) em seu relatório de produção e vendas. No Brasil, o spread de resinas teve uma retração de 43% em relação ao segundo trimestre, atingindo US$ 372 por tonelada. Já o spread dos principais produtos químicos caiu 13% no mesmo comparativo, ficando em US$ 539 por tonelada. Apesar da queda trimestral, os indicadores permaneceram superiores aos níveis de um ano antes, com o spread de resinas avançando 5% e o dos principais produtos químicos subindo 50% na comparação anual.

Vendas de resinas e produtos químicos no Brasil

Em contrapartida à queda dos spreads, a Braskem conseguiu ampliar suas vendas de resinas no mercado brasileiro. O volume comercializado atingiu 854 mil toneladas no terceiro trimestre, um aumento de 12% ante o 2T26 e de 9% na comparação anual. A companhia atribuiu esse resultado à sua estratégia comercial focada na expansão da participação de mercado em segmentos prioritários no país.

As exportações de resinas também apresentaram crescimento, com 240 mil toneladas comercializadas, representando um avanço de 37% em relação ao trimestre anterior e de 5% na comparação com o mesmo período de 2025. Esse desempenho foi impulsionado pela maior disponibilidade de produtos para exportação.

Por outro lado, as vendas dos principais produtos químicos no mercado brasileiro registraram uma queda de 4% na comparação trimestral, totalizando 574 mil toneladas. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o recuo foi de 18%. Esse desempenho foi impactado principalmente pelos menores volumes comercializados de gasolina e paraxileno, com a empresa priorizando vendas de produtos de maior valor agregado e enfrentando menor disponibilidade de paraxileno.

Operações nos EUA e Europa

Nas operações de polipropileno (PP) nos Estados Unidos e na Europa, a taxa média de utilização das plantas ficou em 74% no terceiro trimestre, uma redução de dois pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e de cinco pontos na comparação anual. A Braskem atribuiu essa diminuição principalmente ao menor volume de produção na Europa, onde um evento climático afetou a cadeia logística e restringiu a disponibilidade de propeno.

As vendas do segmento totalizaram 489 mil toneladas, com recuo de 2% ante o 2T26 e de 1% em relação ao 3T25. O spread médio de PP nos Estados Unidos e na Europa caiu 14% na comparação trimestral, atingindo US$ 402 por tonelada, mas apresentou alta de 11% na comparação anual. Na Europa, o spread de PP sofreu uma forte retração de 88% ante o segundo trimestre, chegando a apenas US$ 18 por tonelada, devido à menor demanda dos setores de construção, automotivo e embalagens, além da redução da atividade industrial durante as férias de verão.

Nos Estados Unidos, o spread de PP apresentou uma queda de 7% na comparação trimestral, totalizando US$ 551 por tonelada.

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