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Braskem: Negociações de dívida com credores se deterioram; recuperação judicial volta a ser cogitada

06 de novembro de 2026
Braskem: Negociações de dívida com credores se deterioram; recuperação judicial volta a ser cogitada

Destaques

  • •Acionistas da Braskem retiram proposta de injeção de capital após rejeição de credores à conversão de dívida em ações.
  • •Detentores de títulos de dívida rejeitaram conversão de US$ 3,8 bilhões em dívida em participação acionária.
  • •Recuperação judicial surge como alternativa diante da distância entre as partes em pontos cruciais da negociação.

As negociações para a reestruturação extrajudicial da dívida da Braskem sofreram um revés significativo, com os acionistas retirando uma proposta de injeção de capital na petroquímica. A decisão ocorreu após os detentores de títulos de dívida (bondholders) rejeitarem uma oferta que incluía a conversão de US$ 3,8 bilhões em dívida em participação acionária. A proposta dos acionistas, que previa um aporte de US$ 1,4 bilhão, estava condicionada à concordância dos credores com essa conversão.

A deterioração nas negociações, que incluíram reuniões com credores em Nova York, sinaliza um distanciamento considerável entre as partes em pontos essenciais dos termos. Diante desse cenário, a possibilidade de a Braskem e seus acionistas recorrerem à recuperação judicial voltou a ser considerada uma alternativa viável.

O que dizem os envolvidos

A Braskem, em nota, afirmou que mantém comunicação regular com o mercado e que eventuais novidades serão divulgadas pelos canais oficiais. A Petrobras e a IG4, acionistas da companhia, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Antecedentes e próximos passos

A petroquímica já havia entrado com um pedido de recuperação extrajudicial em agosto, buscando reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas. O processo visava garantir um ambiente jurídico estável para a negociação das obrigações financeiras. No entanto, as negociações enfrentaram dificuldades, com credores cobrando um compromisso firme de aporte de capital dos acionistas controladores, a Petrobras e a IG4 Capital Group. Em setembro, credores chegaram a exigir uma injeção de US$ 3 bilhões. A empresa tem buscado evitar a recuperação judicial, mas a falta de acordo sobre os termos da reestruturação tem mantido essa opção no radar.

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