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Bolsas globais sobem com alívio no petróleo e foco em eleições nos EUA

02 de novembro de 2026
Bolsas globais sobem com alívio no petróleo e foco em eleições nos EUA

Destaques

  • •Mercados reagem à queda de preços do petróleo e à expectativa das eleições de meio de mandato nos EUA.
  • •Tensões geopolíticas entre EUA e Irã mostram sinais de possível distensão diplomática, impactando o setor de energia.
  • •Investidores aguardam dados de emprego nos EUA e balanços corporativos para definir próximos movimentos.

As bolsas de valores globais iniciaram a semana em forte alta, impulsionadas pela queda acentuada nos preços do petróleo e pela expectativa em torno das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O otimismo nos mercados é alimentado por sinais de avanços diplomáticos entre Washington e Teerã, que podem aliviar as tensões geopolíticas no Oriente Médio e normalizar o fluxo de petróleo.

Por volta das 12h30 (horário de Brasília) desta segunda-feira, os principais índices de Wall Street operavam em alta. O contrato do petróleo Brent para janeiro de 2027 caía 6,66%, a US$ 105,88 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para dezembro recuava 6,63%, a US$ 97,24. A desvalorização do barril ocorreu após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmar que Teerã tem um plano para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar negociações nucleares com os EUA, caso suas exigências sejam atendidas. O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, reafirmou que o Irã não pode ter armas nucleares, mas o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que Trump prefere uma solução diplomática.

Mercados europeus e asiáticos acompanham alta com queda do petróleo

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,45%. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,64%, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,29%, e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,98%. A desvalorização de quase 8% nos contratos de Brent para janeiro de 2027, negociados a US$ 104, impulsionou ações de companhias aéreas, como Air France-KLM (+4,87%), Lufthansa (+4%) e Ryanair (+5,98%), que se beneficiam de combustíveis mais baratos. Em contrapartida, petrolíferas como TotalEnergies (-2,35%), Shell (-2,87%) e Galp (-2,79%) registraram perdas. A francesa Alstom tombou 25,87% após reduzir projeções devido a problemas técnicos e de produção.

As bolsas asiáticas também fecharam em alta, enquanto os mercados europeus amanheceram mistos, mas com a queda do petróleo limitando as perdas. A notícia de ataques cibernéticos a sistemas de refrigeração de supermercados na Suécia, Bélgica, Luxemburgo e Estônia não impactou significativamente o setor de varejo europeu.

Eleições nos EUA e dados econômicos em foco

Nos Estados Unidos, além da atenção voltada para a geopolítica, os investidores acompanham os desdobramentos das eleições de meio de mandato, que ocorrem na terça-feira. Pesquisas indicam vantagem democrata em disputas pelo Senado em estados como Michigan, Texas, Kansas, Ohio e Maine. O resultado dessas eleições pode influenciar a agenda legislativa do governo Trump.

O mercado também aguarda a divulgação do relatório oficial de empregos não-agrícolas (payroll) de outubro, previsto para a próxima sexta-feira (6). Na semana passada, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados na faixa de 3,75% a 4,0% ao ano. Os investidores também estão atentos aos balanços corporativos, com a Apple divulgando seus resultados do terceiro trimestre após o fechamento do mercado.

O Irã informou que as conversas para encerrar a guerra continuam, mesmo após negociações com mediadores do Catar sem avanços significativos. O plano iraniano de sete etapas, que inclui o fim do bloqueio aos portos iranianos e isenção nas vendas de petróleo, foi resumido e pode ser implementado em dois dias, segundo o porta-voz Esmail Baghaei. No entanto, o retorno às negociações sobre o programa nuclear só ocorreria após a verificação do cumprimento de suas condições.

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