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Betelgeuse volta a escurecer e intriga astrônomos com possível estrela companheira

04 de novembro de 2026
Betelgeuse volta a escurecer e intriga astrônomos com possível estrela companheira

Destaques

  • •A supergigante vermelha Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes do céu, apresentou uma nova diminuição em seu brilho.
  • •Cientistas observaram uma mudança na magnitude de Betelgeuse, que pode ser explicada pela interação gravitacional com uma estrela companheira recém-descoberta, Alpha Ori B.
  • •Novas observações conjuntas entre o Hubble e o VLT buscam desvendar os ciclos de pulsação e escurecimento da estrela.

A supergigante vermelha Betelgeuse, localizada a cerca de 650 anos-luz da Terra na constelação de Órion, voltou a intrigar astrônomos com uma nova diminuição em seu brilho. A mudança, que alterou a magnitude da estrela de +0,5 para +0,95 em agosto, fez com que Betelgeuse parecesse menos brilhante que sua vizinha Aldebaran, na constelação de Touro. Este fenômeno é de grande interesse científico, pois pode indicar processos ativos ocorrendo no interior da estrela.

Ciclos de Pulsação e Escurecimento

A variabilidade no brilho de Betelgeuse é documentada desde 1836. Os cientistas já sabem que a estrela passa por processos como contrações internas periódicas, erupções de poeira e interferências gravitacionais. Essas oscilações são resultado de sua fase avançada de evolução estelar, que a faz pulsar de maneira contínua. Betelgeuse está em uma fase final de seu ciclo de vida, passando por pulsações que duram aproximadamente 430 dias.

Durante a expansão, as camadas externas da estrela esfriam e emitem menos luz. Na contração, o calor se concentra, elevando a intensidade luminosa a picos comparáveis a até 14 mil sóis. Esse comportamento dinâmico e imprevisível a olho nu torna o estudo de Betelgeuse um desafio constante.

A Descoberta da Estrela Companheira

Um avanço significativo para a compreensão desses fenômenos ocorreu no início de 2026, com observações conjuntas realizadas pelo telescópio espacial Hubble e o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul, no Chile. Os instrumentos captaram evidências diretas de uma discreta estrela companheira orbitando a supergigante.

Formalmente batizada de Alpha Ori B, esta parceira estelar interage gravitacionalmente com a poeira e o gás ao redor de Betelgeuse. Acredita-se que essa interação possa ser a chave para explicar os ciclos mais longos de escurecimento observados na supergigante.

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