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Anvisa amplia para 5 anos a eficácia do implante contraceptivo Implanon NXT

27 de outubro de 2026
Anvisa amplia para 5 anos a eficácia do implante contraceptivo Implanon NXT

Destaques

  • •Anvisa estende para 5 anos a validade do Implanon NXT, antes limitada a 3 anos.
  • •A decisão, baseada em estudos clínicos, visa aumentar o acesso a métodos contraceptivos e reduzir gestações não planejadas.
  • •A agência também aprovou a inserção do implante imediatamente após o parto ou aborto.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (26.out.2026) a ampliação do prazo de eficácia contraceptiva do Implanon NXT. Com a decisão, o implante poderá ser utilizado por até 5 anos, um aumento significativo em relação aos 3 anos anteriormente aprovados.

A aprovação da Anvisa baseou-se em dados clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia do método contraceptivo durante o 4º e o 5º anos de uso. Segundo a agência, o principal estudo apresentado não registrou gestações durante o período estendido, o que corrobora a manutenção da proteção contraceptiva por até 5 anos após a inserção.

Benefícios da ampliação do prazo

A extensão da validade do Implanon NXT permite uma única inserção, proporcionando proteção contraceptiva por um período mais longo. Isso reduz a necessidade de procedimentos adicionais para a troca do implante, o que pode representar uma conveniência e economia para as usuárias.

O Implanon NXT é um método contraceptivo de longa duração que contém etonogestrel, um hormônio sintético que atua inibindo a ovulação e alterando o muco cervical para dificultar a passagem de espermatozoides. O implante é inserido sob a pele e libera o hormônio continuamente no organismo.

Aprovação em outros países e novas indicações

A decisão da Anvisa acompanha tendências internacionais, visto que países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido já haviam estendido a duração de uso do Implanon NXT para 5 anos.

Além da ampliação do prazo de eficácia, a Anvisa também aprovou a possibilidade de inserir o contraceptivo imediatamente após o parto ou o aborto. Essa nova indicação abrange casos de aborto no 1º e 2º trimestres.

A agência ressalta que essa medida pode ampliar o acesso ao método contraceptivo e reduzir o risco de gestações não planejadas, especialmente após a alta hospitalar de mulheres que deram à luz ou passaram por um aborto.

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