Ânima Educação registra lucro líquido de R$ 88,7 milhões no 3º trimestre de 2026
Destaques
- •Lucro líquido da Ânima Educação cresceu 142,7% no terceiro trimestre de 2026, atingindo R$ 88,7 milhões.
- •EBITDA ajustado e receita líquida consolidada também apresentaram alta, impulsionados por estratégia de reposicionamento e aquisições.
- •Companhia afirma estar adaptada a novas regulamentações e confiante na gestão financeira diante de cenário macroeconômico desafiador.
A Ânima Educação registrou lucro líquido de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento expressivo de 142,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os resultados superaram as expectativas do mercado e foram atribuídos pela CEO, Paula Harraca, a uma estratégia consistente executada nos últimos dois anos.
O EBITDA ajustado da companhia somou R$ 420,7 milhões, com crescimento de 12,4% na comparação anual. A receita líquida consolidada avançou 7,9%, alcançando R$ 1,9 bilhão. A geração de caixa operacional também apresentou desempenho expressivo, com alta de 16,6%, totalizando R$ 445 milhões no trimestre.
Estratégia e crescimento do AnimaCore
Paula Harraca classificou o desempenho como um marco para a companhia, destacando que é o melhor terceiro trimestre recente. Ela explicou que o crescimento é resultado de uma fórmula clara: atrair alunos de qualidade, aumentar o ticket médio e garantir a permanência dos estudantes.
O ticket médio do segmento AnimaCore — que inclui todos os cursos de graduação, exceto medicina — avançou 14,8%, chegando a R$ 1.033 por mês. Esse avanço foi impulsionado pelo reposicionamento da oferta educacional, que deu autonomia estratégica às 25 marcas do ecossistema da Ânima, incluindo 18 instituições de ensino superior.
Aquisições e parcerias estratégicas
Entre os movimentos estratégicos, Paula Harraca mencionou a aquisição da FMU, anunciada em julho, que deve incorporar mais de 50 mil alunos ao portfólio da Ânima. A operação, que aguarda aprovação, tem expectativa de novidades para o final de 2026 ou início de 2027 e deve dobrar a margem operacional da FMU.
Outro destaque foi o acordo estratégico com o Einstein para a vertical de educação médica, a Inspirale, descrito como um movimento transformacional para alcançar excelência acadêmica de padrão internacional.
Adaptação regulatória e cenário macroeconômico
A receita líquida com ensino digital recuou 14,2% no período, reflexo do novo marco regulatório do Ministério da Educação que proibiu cursos 100% a distância em certas áreas. Paula Harraca ressaltou que a companhia antecipou esse movimento e que, nos cursos não afetados, houve crescimento de mais de 16% na atração e aumento de mais de 5% no ticket médio.
Questionada sobre os riscos do ambiente macroeconômico, como juros elevados e endividamento em alta, Harraca demonstrou confiança. Ela destacou que a alavancagem da empresa foi reduzida ao seu mínimo histórico de 2,18, mesmo com juros altos. A inadimplência está sob controle e a companhia mantém disciplina financeira rigorosa.
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