Alckmin critica modelo argentino para ajuste fiscal e defende crescimento

Destaques
- •Vice-presidente Geraldo Alckmin rejeita cortes de gastos que afetem os mais pobres, comparando a medida ao modelo argentino.
- •Alckmin defende que o ajuste fiscal deve vir de cortes em desperdícios e privilégios, sem prejudicar a classe trabalhadora e média.
- •Acompanhar as propostas de ajuste fiscal do governo e o impacto na economia e no bolso do contribuinte.
O vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), criticou nesta quarta-feira (21) a abordagem de ajuste fiscal baseada em cortes de gastos que penalizam os mais pobres. Segundo ele, esse modelo, exemplificado pela Argentina, leva a economia à recessão, com fechamento de empresas e aumento do desemprego e da pobreza. Alckmin defendeu que a solução para o problema fiscal brasileiro passa pelo crescimento econômico, e não pela retração.
"Nós não vamos resolver o problema fiscal com recessão, modelo argentino. Economia entra em recessão, empresa fecha, pessoas perdem o emprego, perdem o poder de compra, aumenta a pobreza, nós temos que fazer crescer a economia", declarou Alckmin a jornalistas em São Paulo. Ele argumentou que o Estado, embora não seja o melhor executor, pode atuar como indutor do crescimento. A combinação de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) com a contenção das despesas, na visão do vice-presidente, melhora a relação dívida/PIB.
Ajuste fiscal focado em desperdício e privilégios
Alckmin detalhou que o ajuste fiscal pretendido pelo governo se concentrará em "desperdício e privilégio", buscando manter os benefícios para a "população trabalhadora e a classe média". Ele citou como exemplos de medidas a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o aumento do teto para Microempreendedores Individuais (MEI).
"Nós vamos fazer ajuste fiscal. Nós vamos fazer em cima de desperdício, privilégio. Mas mantendo os ganhos da população trabalhadora, da classe média", afirmou.
Foco na mobilização e redução de abstenções
Na reta final da campanha eleitoral, Alckmin observou uma forte mobilização nas ruas e nas redes sociais, destacando o engajamento da juventude em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um dos focos da campanha, segundo ele, continua sendo a redução do número de abstenções, especialmente entre idosos com voto facultativo.
"Olha o aposentado: 70% ganha um salário mínimo. Ficaram quatro anos no governo Bolsonaro sem ganho real. Você fazer ajuste fiscal com quem ganha R$ 1.621, às vezes sem casa própria, pessoa idosa. Não, é razoável. A gente tem alertado", disse, referindo-se à necessidade de não penalizar os mais vulneráveis em qualquer medida de ajuste.
Ele mencionou que pessoas com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo, têm se mobilizado para comparecer às urnas. "Estamos conversando com as pessoas para que compareçam. E acredito que vai aumentar o comparecimento", frisou.



