Agro brasileiro busca diversificar exportações diante de crises globais
Destaques
- •Acordos com UE e EFTA abrem portas para produtos de maior valor agregado.
- •Conflitos geopolíticos e protecionismo impactam o agronegócio nacional.
- •Brasil mira Ásia e Américas para expandir parcerias comerciais.
O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário global turbulento em 2026, marcado por guerras, protecionismo e crises climáticas. Eventos como o conflito na Ucrânia, tensões no Irã e medidas de salvaguarda na China já trouxeram reveses. Para mitigar esses riscos e garantir o crescimento, a estratégia é clara: diversificar a pauta exportadora, agregando valor aos produtos, e ampliar o número de parceiros comerciais.
A recente entrada em vigor dos acordos do Mercosul com a União Europeia e a EFTA surge como um sopro de otimismo. O mercado europeu, com 452 milhões de habitantes e alto poder de compra, representa uma oportunidade para produtos com valor agregado. Já a EFTA, apesar de menor, ostenta um PIB per capita ainda mais elevado, indicando potencial para vendas de alto tíquete médio.
Em paralelo, o Brasil avança em negociações com países asiáticos como Japão e Coreia do Sul, que podem se tornar alternativas para a carne bovina. Há também conversas com Índia, Vietnã e Canadá, visando fertilizantes, além de um diálogo estratégico com os Emirados Árabes Unidos para segurança alimentar.
A meta é clara: transformar o Brasil de mero celeiro do mundo em um supermercado global, oferecendo produtos beneficiados e de alto valor. Para isso, é essencial um planejamento de médio e longo prazo, com metas definidas e uma política externa pragmática.

