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Zé Felipe revela diagnóstico de síndrome do piriforme; entenda a condição

29 de outubro de 2026
Zé Felipe revela diagnóstico de síndrome do piriforme; entenda a condição

Destaques

  • •Cantor Zé Felipe anuncia diagnóstico de síndrome do piriforme após sentir dores intensas nos glúteos.
  • •Condição pode causar dor que irradia para as pernas e é frequentemente confundida com problemas na coluna.
  • •Especialistas explicam causas, sintomas e tratamentos para a síndrome, que afeta o músculo piriforme.

O cantor Zé Felipe, de 28 anos, revelou na quarta-feira (28) ter sido diagnosticado com a síndrome do piriforme. A condição, que pode causar dores intensas na região dos glúteos e irradiar para as pernas, levou o artista a procurar atendimento médico após sentir desconforto. Ele atribuiu o problema à repetição de movimentos durante exercícios físicos, descartando inicialmente uma relação com o nervo ciático.

O diagnóstico foi confirmado pelo sertanejo em interação com seguidores no Instagram. Ele relatou que uma injeção na sexta-feira (23) proporcionou alívio parcial e que, atualmente, segue tratamento medicamentoso com melhora dos sintomas. A síndrome do piriforme, embora frequentemente confundida com problemas na coluna como hérnia de disco, tem origem em um músculo profundo na região dos glúteos. Quando esse músculo, o piriforme, sofre alterações e comprime o nervo ciático, pode desencadear dor que se espalha pela parte posterior da coxa e da perna.

O que é a síndrome do piriforme?

O piriforme é um músculo pequeno e profundo na região dos glúteos, próximo ao osso da bacia, que auxilia nos movimentos do quadril. A síndrome surge quando alterações nesse músculo, como contraturas, espasmos ou aumento de volume, comprimem o nervo ciático, que passa muito perto dele. Essa compressão gera uma dor característica, descrita como dor profunda da nádega ou dor do glúteo profunda, que pode irradiar para a parte posterior da perna, confundindo-se com a dor ciática proveniente da coluna.

Existem variações anatômicas onde o nervo ciático pode passar por dentro ou ao redor do piriforme, aumentando a possibilidade de compressão. A síndrome é menos frequente que a hérnia de disco, mas profissionais de medicina esportiva estão mais acostumados a identificá-la, especialmente em atletas que realizam movimentos repetitivos.

Exercícios e estilo de vida: fatores de risco

A sobrecarga muscular e a repetição de movimentos são fatores associados ao desenvolvimento da síndrome do piriforme, o que explica a relação feita por Zé Felipe com sua rotina de exercícios. Atividades físicas intensas podem levar à hipertrofia (aumento muscular), contraturas e espasmos, aumentando a pressão sobre o nervo ciático. Corredores, ciclistas e praticantes de musculação com cargas elevadas estão entre os mais afetados.

Além da prática esportiva, pessoas que passam muitas horas sentadas também podem desenvolver a síndrome. A permanência prolongada na posição sentada pode encurtar o músculo e comprimir o nervo. O uso de superfícies muito rígidas e traumas na região dos glúteos também podem contribuir para o problema. Diferenças anatômicas, embora menos frequentes, também podem predispor à condição.

Sintomas e diagnóstico: a dificuldade de identificação

O principal sintoma é uma dor profunda nos glúteos, que pode irradiar para a parte posterior da coxa e perna. A dor pode piorar ao permanecer sentado por longos períodos, durante movimentos específicos do quadril ou ao pressionar a região. Em quadros mais avançados, pode haver formigamento e dormência.

A semelhança dos sintomas com a hérnia de disco é um dos maiores desafios para o diagnóstico. Enquanto a hérnia de disco causa compressão dentro do canal medular, a síndrome do piriforme envolve a compressão pelo músculo glúteo. O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e exame físico, com testes que reproduzem a dor. Exames de imagem como ressonância magnética e ultrassonografia podem ajudar a descartar outras condições e identificar alterações anatômicas, mas não confirmam a síndrome isoladamente. Em alguns casos, a infiltração com anestésico no músculo piriforme pode auxiliar no diagnóstico se houver alívio rápido dos sintomas.

Tratamento e prevenção: buscando alívio e evitando recorrência

O tratamento geralmente é conservador, sem necessidade de cirurgia. Inclui correção de exercícios, mudanças de postura, fisioterapia com alongamentos e fortalecimento muscular, e uso de medicamentos para dor (analgésicos, anti-inflamatórios, ou para dores neuropáticas). Adaptações ambientais, como uso de almofadas, também podem ajudar. A recuperação pode levar de dois a três meses e depende da modificação dos fatores causadores.

Em casos de falha do tratamento conservador, podem ser consideradas infiltrações com anestésicos ou toxina botulínica. A cirurgia é uma alternativa rara, reservada para casos específicos. Para prevenir a síndrome, recomenda-se variar os exercícios, evitar sobrecarga excessiva, manter bom condicionamento muscular e, para quem passa muito tempo sentado, fazer adaptações na postura e assentos. A avaliação médica é fundamental para identificar a causa correta da dor e definir o tratamento adequado.

O que diz a pesquisa

Um estudo retrospectivo publicado na revista HU Revista em 2022 analisou 34 casos de síndrome do piriforme (SP) com acompanhamento de seis a 12 meses. A pesquisa destacou o diagnóstico, a etiologia e os resultados do tratamento.

O tratamento clínico-conservador obteve resultados excelentes em 67,6% dos pacientes, bom em 26,4% e razoável em 5,8%. As conclusões indicam que, em casos de dor com característica ciática sem evidências de compressão radicular ou hérnia discal lombar, deve-se investigar a síndrome do piriforme como um diagnóstico eminentemente clínico e de exclusão. O tratamento conservador apresentou resultados satisfatórios na maioria dos casos, com a cirurgia reservada como último recurso.

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