Acidente de trem na Espanha deixa 69 mortos; brasileira está entre feridos

Destaques
- •Colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha resultou em 69 mortes e mais de 100 feridos.
- •Uma brasileira está entre os feridos, recebendo assistência consular do Itamaraty.
- •Falha em sistema automatizado de gestão de tráfego ferroviário é apontada como causa provisória do acidente.
Um grave acidente envolvendo dois trens de alta velocidade na Espanha, ocorrido na quarta-feira (28), deixou ao menos 69 mortos e 110 feridos. Entre os feridos está uma brasileira, que está recebendo assistência do serviço consular do Itamaraty. As primeiras informações indicam que o estado de saúde dela não é grave, mas 15 pessoas permanecem em estado grave no hospital.
O acidente aconteceu por volta das 8h54 no horário local (3h54 de Brasília) em um trecho da linha de alta velocidade que liga Madri a Sevilha, próximo à cidade de Urda. Um dos trens da empresa estatal Renfe transportava entre 393 e 397 passageiros, enquanto o outro trem da empresa Iryo levava 147 pessoas, incluindo um bebê.
Causa provisória: falha no sistema automatizado
A causa definitiva do acidente ainda está sob investigação, mas o ministro dos Transportes da Espanha apontou uma falha no sistema automatizado de gestão de tráfego ferroviário, conhecido como LZB. Segundo ele, o sistema parou de funcionar após uma falha de comunicação entre computadores, o que pode ter levado à colisão.
As equipes de emergência foram rapidamente mobilizadas para o local, atuando no resgate de passageiros e no atendimento às vítimas. A extensão dos danos e a complexidade da operação de resgate nos vagões atingidos foram fatores que demandaram grande esforço das autoridades.
Assistência à brasileira e vítimas
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou que o serviço consular foi acionado na quarta-feira, dia do acidente, e que a brasileira ferida já está sendo assistida. O órgão segue monitorando a situação dos brasileiros na região afetada.
Das 110 pessoas feridas, 50 permanecem internadas em hospitais locais. A gravidade de alguns ferimentos exige cuidados intensivos, e as autoridades de saúde estão prestando todo o suporte necessário aos pacientes e suas famílias.



